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Reitoria da UFRJ pratica estelionato eleitoral com adesão à EBSERH



SINTUFF esteve no ato contra a EBSERH junto a entidades e movimentos da UFRJ

Estelionato eleitoral não é exclusividade da UFF. Descumprindo promessa de campanha, a reitora Denise Pires de Carvalho colocou na ordem no dia a entrega do complexo hospitalar da UFRJ para a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH). Por 39 votos a 13, e duas abstenções, o Conselho Universitário da UFRJ aprovou (2/12) autorizar a reitoria desta universidade a negociar um contrato de gestão dos hospitais com a EBSERH.


Apesar de todas as denúncias sobre a péssima gestão da EBSERH nos hospitais universitários, caracterizada pela desarticulação do caráter de escola dos hospitais universitários, pelo descumprimento de contratos com as universidades e pela falta de contratação de pessoal, a reitoria da UFRJ entendeu ser uma excelente ideia entregar os hospitais dessa universidade a esse modelo de gestão, agora sob a tutela de um general bolsonarista.


Com a aprovação da entrega do complexo hospitalar da UFRJ à EBSERH, reitoria dessa universidade adere à lógica da terceirização e do desmonte dos serviços públicos. A exemplo do que ocorreu alguns anos atrás na UFF, o debate no Conselho Universitário se deu de forma açodada e antidemocrática, com atroplelo dos ritos, desrespeito ao regimento interno desse espaço e interrupção de discussão para apressar a votação.


Durante a campanha eleitoral para a reitoria da UFRJ, a então candidata Denise Pires de Carvalho garantia se tratar de “fake news” a possibilidade de adesão à EBSERH. Um caso muito similar à promessa de manutenção da jornada de 30 horas aos técnico-administrativos pelo reitor da UFF. É lamentável que dirigentes de instituições federais recorram sem embaraço ao expediente de promessas falsas para vencer eleições, as jogando no lixo logo que eleitos.


Com essa resolução de seu conselho superior, a reitoria da UFRJ substitui a luta por mais verbas e concurso público aos hospitais universitários por falsas expectativas na adesão a um modelo de gestão comprovadamente falido e ineficaz, fazendo o jogo de Bolsonaro e Paulo Guedes. O Hospital Universitário Antonio Pedro (HUAP) é um exemplo latente do fracasso desse modelo com redução de leitos e falta de pessoal, enquanto dirigentes da EBSERH são agraciados com superssalários.


O SINTUFF esteve presente nesta luta ao participar dos atos presenciais no campus do Fundão. É preciso seguir a luta para que o contrato não seja assinado na UFRJ, pela revogação da EBSERH na UFF e pelo fim desse modelo de gestão privatista, desigual e precário em todo os hospitais universitários do país.