Renovação com a EBSERH reacende críticas durante os 75 anos do HUAP
- SINTUFF
- 15 de jan.
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Atualizado: há 3 dias

A cerimônia comemorativa pelos 75 anos do Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP), realizada na quinta-feira (15), evidenciou as contradições entre a trajetória histórica do hospital universitário e o modelo de gestão implementado nos últimos anos. Em meio aos discursos oficiais, representantes do SINTUFF e do Diretório Central dos Estudantes (DCE) intervieram para explicitar problemas estruturais que vêm sendo sistematicamente ignorados pela reitoria da UFF no debate público sobre o futuro do HUAP.
Na presença de autoridades da universidade e da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), como o vice-reitor da UFF, Fábio Passos, e o superintendente da empresa, Beni Olej, foram denunciados os efeitos acumulados de uma década de gestão da EBSERH: precarização dos serviços, deterioração das condições de trabalho, recorrência de práticas de assédio e o progressivo afastamento do hospital dos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS) e da autonomia universitária.
As manifestações deixaram claro que as críticas não se dirigem à história do HUAP, que deve ser celebrada como patrimônio da universidade pública e da população de Niterói e da região. O questionamento central recai sobre o modelo de gestão adotado, que esvazia o caráter público, universitário e social do hospital.
O posicionamento ocorre às vésperas da reunião extraordinária do Conselho Universitário (CUV), marcada para o dia 21 de janeiro, convocada para deliberar sobre a renovação do contrato entre a UFF e a EBSERH por mais 20 anos. O processo vem sendo conduzido de forma acelerada, sem debate amplo com a comunidade acadêmica e com a sociedade, e mantendo as instâncias deliberativas em formato exclusivamente online, o que restringe a participação e o acompanhamento das decisões.
Diante desse cenário, SINTUFF, DCE e ADUFF defendem o adiamento da votação, como condição necessária para garantir um debate público efetivo, transparente e democrático sobre o futuro do HUAP e o modelo de gestão do hospital universitário.
A mobilização realizada durante a cerimônia foi um indicativo de que a comunidade acadêmica não aceitará decisões dessa magnitude tomadas de forma apressada. O próximo momento desse processo será o ato unificado do dia 21 de janeiro, às 9h, em frente ao HUAP, com o objetivo de acompanhar a reunião do CUV e pressionar pelo adiamento da votação. Caso isso não ocorra, a posição é clara: a renovação do contrato não deve ser aprovada.




