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Por unanimidade, Assembleia aprova greve a partir de 23 de fevereiro

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    SINTUFF
  • há 23 horas
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Atualizado: há 19 horas

Assembleia aprova greve e pauta do movimento grevista (Foto: Jesiel Araujo)
Assembleia aprova greve e pauta do movimento grevista (Foto: Jesiel Araujo)

A Assembleia Geral do SINTUFF, realizada na quinta-feira (5), no Auditório da Faculdade de Economia, no Campus do Gragoatá, aprovou a deflagração da greve a partir de 23 de fevereiro, consolidando uma avaliação crítica do atual cenário das negociações com o governo e a necessidade de intensificar a mobilização.


Mesmo ocorrendo em período de férias escolares, a Assembleia contou com expressiva participação da categoria, com ampla maioria de servidores(as) ativos(as) e presença significativa de aposentados(as). O quórum registrado reforçou a legitimidade das deliberações e a percepção compartilhada de que o esgotamento da via exclusivamente negocial impõe a retomada da mobilização organizada.


A decisão pela greve foi aprovada por unanimidade, juntamente com a instalação do Comando Local de Greve em 23 de fevereiro. Também foi aprovada, por ampla maioria, a convocação da primeira Assembleia de Greve para o dia 24 de fevereiro, às 14 horas, preferencialmente no Campus do Gragoatá.


Greve como instrumento para destravar itens do acordo


Durante os debates, prevaleceu o entendimento de que a greve é necessária para garantir o cumprimento dos itens pendentes do Termo de Acordo, muitos dos quais permanecem bloqueados ou simplesmente ignorados pelo governo. A pauta inclui o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), a jornada de 30 horas, o reposicionamento, a hora ficta, o regime 12x60 e a recomposição do reajuste de médicos(as) e médicos-veterinários(as), entre outros pontos.


A Assembleia também reafirmou a leitura de que a mobilização precisa incorporar o debate sobre o reajuste salarial a partir de 2027, além das demandas relativas aos benefícios, como o auxílio-nutrição para aposentados(as) e pensionistas e a equiparação dos auxílios aos valores praticados nos demais Poderes, conforme a pauta já apresentada ao governo pelo Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (FONASEFE), do qual a FASUBRA Sindical faz parte.


Nesse contexto, foi lembrada a posição crítica sustentada pelo SINTUFF desde a greve de 2024. O sindicato alertou, ainda naquele período, que a assinatura apressada do acordo trazia riscos concretos. Em diversas publicações, o SINTUFF criticou o fato de temas centrais terem sido empurrados para grupos de trabalho que, na prática, pouco avançam e acabam funcionando como mecanismos de diluição de reivindicações históricas. A Assembleia de 2024, inclusive, votou contrariamente à assinatura do acordo nos moldes impostos pelo governo, advertindo que itens relevantes poderiam ser ignorados ou distorcidos, o que agora se confirma.


Moções e resoluções políticas


A Assembleia aprovou, por unanimidade, moção de apoio à soberania do povo venezuelano e de repúdio à ingerência imperialista promovida por Donald Trump na Venezuela. Também foi aprovada moção de apoio à ocupação do movimento indígena contra o Decreto nº 12.600, que prevê a privatização dos rios Tapajós, Madeira e Tocantins.


Foi igualmente aprovada, por unanimidade, a realização da eleição de delegados(as) ao Congresso da CSP-Conlutas na Assembleia do dia 24 de fevereiro.


Eleições para a Reitoria


No ponto relativo às eleições para a Reitoria da Universidade Federal Fluminense, a Assembleia deliberou pela retirada do SINTUFF da Comissão Eleitoral. A decisão se deu diante da resposta negativa da ASPI-UFF ao ofício que solicitava reunião entre as entidades para composição colegiada da comissão, conforme resolução do Conselho Universitário da UFF, e da posterior imposição unilateral de uma comissão considerada ilegítima, desproporcional e antidemocrática.


A Assembleia também aprovou o repúdio público à atual gestão, na figura do vice-reitor e pré-candidato Fabio Passos, cuja manifestação pública endossou a imposição da comissão em descumprimento da decisão do Conselho Universitário, buscando justificar a medida com informações inverídicas e distorcidas sobre a paridade nas eleições para reitor. A resolução foi aprovada sem votos contrários e com uma abstenção.


Com essas deliberações, a Assembleia de 5 de fevereiro sinaliza que a categoria está disposta a elevar o nível de enfrentamento político e sindical, articulando a luta pelo cumprimento do acordo, pelo RSC, pela recomposição salarial e pela ampliação dos benefícios, com base na mobilização coletiva e na independência frente ao governo.

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Niterói - RJ

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