Assembleia reafirma greve e critica ofício enviado ao MEC por rebaixar a pauta
- SINTUFF
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A Assembleia Geral de Greve dos(as) técnico-administrativos(as) da UFF, realizada nesta terça-feira (2), no Auditório da Faculdade de Matemática, aprovou a continuidade da greve da categoria e uma resolução sobre o Ofício nº 058/2026 encaminhado pela FASUBRA e pelo Comando Nacional de Greve (CNG) ao Ministério da Educação (MEC).
A categoria avaliou que, apesar da abertura de negociações, seguem sem solução os principais pontos que motivaram a greve nacional, iniciada após o descumprimento de itens centrais do acordo firmado ao final da mobilização de 2024.
Delegação ao Comando Nacional de Greve
A assembleia também elegeu a delegação da base da UFF ao CNG da FASUBRA. Duas chapas disputaram a eleição: “A Luta Continua” e “SINTUFF Presente”. A Chapa 1 recebeu 44 votos e elegeu três representantes. A Chapa 2 obteve 29 votos e conquistou duas vagas na delegação.
Resolução critica ofício enviado ao MEC
O principal debate político da assembleia esteve relacionado ao Ofício nº 058/2026 encaminhado pela Direção Nacional da FASUBRA ao MEC.
A resolução aprovada reafirma que o SINTUFF considera insuficientes os encaminhamentos apresentados pelo governo e defende a continuidade das negociações sem renúncia à pauta da greve. O texto também critica a condução da consulta às bases pelo CNG e repudia a inclusão do SINTUFF, no Informe de Greve nº 13 da FASUBRA, entre as entidades apresentadas como favoráveis ao aceite dos encaminhamentos do MEC, posição que não corresponde à deliberação aprovada pela assembleia da categoria. A deliberação aponta que o SINTUFF publicará nota reafirmando suas posições.
Para a maioria presente à assembleia, o ofício encaminhado ao governo rebaixa a posição defendida por diversas bases em greve ao comunicar um aceite condicionado de propostas que permanecem distantes das reivindicações centrais da categoria. A resolução aprovada também condena o conteúdo do Informe de Greve nº 12 da FASUBRA, afirmando que suas formulações ambíguas e contraditórias contribuíram para confundir a categoria, fragilizar a resistência à greve e preparar politicamente a aceitação de uma saída rebaixada para o movimento, baseada em encaminhamentos muito distantes das reivindicações aprovadas pelas bases.
Pauta da greve e aposentados(as)
Durante os debates, foi reafirmado que seguem pendentes reivindicações como o RSC, o reposicionamento dos(as) aposentados(as), o plantão 12x60h, a hora ficta, a racionalização dos cargos e a jornada de 30 horas.
A assembleia também aprovou o encaminhamento para que o SINTUFF solicite reunião com a PROGEPE a fim de acompanhar o cronograma de implementação da aceleração da progressão para os(as) aposentados(as) com paridade. O tema ganhou destaque após manifestação do Ministério da Gestão e da Inovação (MGI) indicando não haver impedimentos para a aplicação da medida.
Outra resolução aprovada determina a divulgação, pelo SINTUFF, do questionário da Auditoria Cidadã da Dívida dirigido aos candidatos das eleições de 2026, incentivando sua ampla circulação como instrumento de debate sobre dívida pública, ajuste fiscal e financiamento dos serviços públicos.
Moções e informes
A assembleia aprovou moções de solidariedade ao povo boliviano e de apoio aos estudantes da USP que enfrentam perseguições em decorrência de suas mobilizações.
Nos informes finais, foi reforçada a participação da categoria nas mobilizações pelo fim da escala 6x1 e anunciada a realização de um Arraiá da Greve, organizado pelo Comando Local de Greve, nas próximas semanas.
