Assembleia aprova continuidade da greve e aponta pressão por negociação
- SINTUFF

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A Assembleia Geral de Greve dos(as) técnico-administrativos(as) em educação da Universidade Federal Fluminense (UFF), realizada na terça-feira (28/4), às 14h, no auditório da Faculdade de Matemática, no Campus Gragoatá, consolidou a continuidade do movimento paredista em um momento considerado estratégico para a categoria.
Com cerca de dois meses de paralisação e diante da ausência de abertura de negociação efetiva por parte do governo federal, a avaliação predominante foi de que a mobilização segue necessária para pressionar pelo cumprimento integral do Termo de Acordo nº 11/2024 e pelo avanço das pautas ainda pendentes.
Continuidade da greve e resoluções
A assembleia aprovou por unanimidade a continuidade da greve, reafirmando a disposição da categoria em manter a pressão política e ampliar as ações de mobilização. O entendimento consolidado foi de que o atual estágio da greve exige intensificação das atividades, com maior presença nos espaços públicos e articulação com outros setores da comunidade universitária.
Entre os encaminhamentos, também foram reforçadas ações de mobilização externa, como panfletagens, participação em atos e construção de iniciativas conjuntas com outras universidades e categorias em greve, ampliando a visibilidade do movimento.
A assembleia ainda manteve o acompanhamento das discussões nacionais conduzidas no âmbito do Comando Nacional de Greve (CNG), incluindo a avaliação das condições da greve nas diferentes bases e o debate sobre os desdobramentos de pautas como o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), cuja regulamentação segue em discussão.
Eleição para o Comando Nacional de Greve
Outro ponto central da assembleia foi a eleição das representações da UFF para o Comando Nacional de Greve da FASUBRA. O processo confirmou a composição plural da representação, com a seguinte votação:
Chapa A Luta Continua: 49 votos (3 representantes)
Chapa SINTUFF Presente: 41 votos (2 representantes)
O resultado mantém a proporcionalidade entre as forças organizadas na categoria e define a delegação que seguirá representando a base da UFF nas instâncias nacionais da greve.
Participação e integração com a comunidade
A assembleia contou com a presença de estudantes, especialmente de campi do interior, que trouxeram demandas relacionadas às condições de permanência estudantil, transporte e infraestrutura, reforçando a interdependência entre as pautas da categoria e o funcionamento da universidade.
Também foram apresentados informes sobre mobilizações recentes, incluindo atividades em Brasília e participação em atos públicos, além de debates sobre conjuntura nacional, organização sindical e estratégias de pressão para abertura de negociação. Nos informes, também foram apresentados relatos sobre o Congresso da CSP-Conlutas, destacando debates de conjuntura, organização sindical e as resoluções aprovadas para o próximo período.
Registro histórico
Ao final da atividade, a assembleia registrou a presença de dois fundadores da antiga Associação dos Servidores da UFF (ASUFF), entidade que deu origem ao SINTUFF.
Estiveram presentes o Sr. Maurício Batista Miguel, que dedicou 52 anos de sua vida à Escola de Engenharia Industrial Metalúrgica de Volta Redonda (VEI/UFF) e recentemente se aposentou, e o Sr. Paulo Herdy Filho, primeiro técnico-administrativo do Laboratório Animal da UFF e também o primeiro tesoureiro da história da ASUFF, em um período em que a mensalidade sindical era recolhida diretamente nos setores.
A presença dos dois servidores reforça a continuidade histórica da organização da categoria e a tradição de luta que sustenta o movimento atual.
Para mais detalhes, veja a transmissão completa da assembleia:




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