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Reunião no HUAP expõe precariedades e cobra audiência com Reitoria e Superintendência

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    SINTUFF
  • há 4 horas
  • 2 min de leitura
Foto: Jesiel Araujo
Foto: Jesiel Araujo

A reunião setorial realizada no Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP), na quarta-feira (8), no refeitório da unidade, expôs um conjunto de denúncias graves sobre as condições de trabalho enfrentadas pelos(as) servidores(as), evidenciando um cenário que ultrapassa o limite da precariedade e alcança riscos concretos à saúde e à segurança laboral.

 

Condições sanitárias e riscos à saúde


Relatos apresentados durante a atividade apontam que trabalhadores(as) do centro cirúrgico estão, na prática, sem acesso a banheiros adequados. O sanitário disponível no terceiro andar é compartilhado com pacientes e acompanhantes, o que compromete as condições mínimas de higiene exigidas em ambiente hospitalar. Segundo os depoimentos, a situação tem levado servidores(as), majoritariamente mulheres, a evitarem o uso do banheiro devido ao estado de conservação e limpeza, resultando em casos de infecção urinária.

 

A configuração do espaço também expõe os(as) trabalhadores(as) a riscos adicionais. Por se tratar de área cirúrgica, é necessário deixar pertences pessoais do lado de fora, em uma circulação comum a servidores(as), usuários(as) e acompanhantes. Já foram relatados episódios de furtos, o que evidencia ausência de condições mínimas de segurança.

 

Estrutura precária e desigualdades no trabalho

 

Outros pontos críticos dizem respeito às más condições dos laboratórios do 4° andar e à inexistência de espaços adequados para alimentação. A falta de copas estruturadas impõe aos(às) servidores(as) improvisações incompatíveis com a natureza do trabalho hospitalar, agravando ainda mais o desgaste cotidiano.

 

No campo dos direitos trabalhistas, a reunião também trouxe à tona distorções no pagamento do adicional de insalubridade. Há casos em que trabalhadores(as) celetistas, atuando no mesmo setor e sob as mesmas condições, recebem adicional em grau máximo (40%), enquanto servidores(as) do Regime Jurídico Único (RJU) percebem apenas 10%, mesmo com limite legal de até 20%. A discrepância, na prática, resulta em compensação pelos riscos até quatro vezes inferior para atividades equivalentes, o que reforça a percepção de tratamento desigual dentro da própria unidade.

 

Encaminhamentos e pressão institucional

 

A reunião reafirmou um entendimento central no contexto da greve. A construção das escalas no HUAP deve ser realizada pelos(as) próprios(as) servidores(as) em seus setores, respeitando as especificidades de cada área. Essas definições devem ser encaminhadas às chefias, com cópia ao sindicato. O Comando Local de Greve (CLG) não instituiu qualquer instância responsável por determinar escalas e se coloca à disposição para mediar eventuais conflitos entre trabalhadores(as) e gestores(as).

 

Como encaminhamento político, foi destacada a necessidade de intensificar a pressão institucional. Será enviado ofício à reitoria da UFF e à Superintendência do HUAP solicitando audiência específica para tratar das demandas do hospital, com a sistematização das reivindicações dos(as) servidores(as).

 

A atividade contou com a presença de representantes do CLG, entre eles os coordenadores do sindicato Wagner Peres e Andreia Carvalho Coutinho, responsável pela pasta de Saúde e Segurança no Trabalho.

 

As demandas locais do hospital se articulam com pautas mais amplas da greve nacional dos(as) técnico-administrativos(as) em educação, que seguem sem resolução por parte do governo federal. Entre elas, destacam-se a regulamentação do plantão 12x60 e da chamada hora ficta, mecanismos diretamente relacionados à organização da jornada em áreas hospitalares e que ainda carecem de regulamentação no âmbito do PCCTAE.

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Niterói - RJ

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