Ofensiva imperialista e racista de Trump é respondida com amplas mobilizações
- SINTUFF

- há 2 horas
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A política externa dos Estados Unidos voltou a escancarar, em janeiro de 2026, sua face mais agressiva e intervencionista. Sob o governo de Donald Trump, a combinação de sanções econômicas, ameaças militares abertas e violações sistemáticas de direitos humanos tem se aprofundado e conforma uma agenda que, longe de avançar qualquer “democracia”, reforça práticas históricas de dominação e coerção geopolítica.
O SINTUFF reafirma que possui, historicamente, resoluções críticas ao regime de Nicolás Maduro e às restrições democráticas existentes na Venezuela. Essa posição, construída a partir de uma leitura crítica e independente da realidade latino-americana, não se confunde nem se dilui diante da ingerência externa, militar ou econômica, nos assuntos soberanos de qualquer país. Ao contrário, expressa um princípio inegociável da luta sindical e internacionalista: a defesa irrestrita da soberania venezuelana e do direito do povo decidir, de forma autônoma, os rumos do seu próprio país.
Venezuela e o avanço da ofensiva estadunidense
As recentes ações do governo Trump contra a Venezuela, incluindo operações militares, prisões de lideranças políticas e ampliação de sanções econômicas, representam uma grave escalada intervencionista. Sob o discurso recorrente da chamada “defesa da democracia”, os Estados Unidos aprofundam mecanismos de controle geopolítico, disputam o acesso a recursos estratégicos e impõem punições coletivas à população, penalizada por bloqueios econômicos, inflação e precarização das condições de vida.
Seguidos protestos têm levado milhares de pessoas às ruas de Caracas, expressando de forma clara a rejeição do povo venezuelano à ingerência dos Estados Unidos e às tentativas de impor, de fora para dentro, os rumos políticos do país. As mobilizações reforçam que a disputa sobre o futuro da Venezuela é uma questão que cabe exclusivamente ao seu povo.
Groenlândia: o retorno explícito do expansionismo
A lógica imperialista também se expressa de forma aberta nas ameaças feitas por Trump à soberania da Groenlândia, território autônomo ligado à Dinamarca. Ao defender publicamente a anexação do território, o presidente dos Estados Unidos ignora o direito de autodeterminação do povo groenlandês e resgata práticas coloniais que tratam territórios e populações como ativos estratégicos negociáveis. Esse tipo de declaração revela uma concepção de mundo baseada na força, na coerção e na negação do direito dos povos decidirem seu próprio futuro.
Repressão a imigrantes e violação de direitos
Ao mesmo tempo, a política interna estadunidense sob Trump intensificou a atuação de órgãos como o U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE), responsáveis por operações de deportação e controle migratório que aprofundam um cenário sistemático de violação de direitos humanos. Entre 2025 e 2026, foram registrados casos de mortes em ações conduzidas por agentes federais, inclusive atingindo cidadãos estadunidenses, em operações que desrespeitam garantias civis e legais básicas.
Essas práticas provocaram enormes mobilizações populares em Minneapolis, com milhares de pessoas ocupando as ruas contra a violência do ICE, as deportações em massa e a militarização do cotidiano. Os protestos expressam a resistência social ao avanço autoritário do governo Trump e denunciam o caráter racista e repressivo da política migratória adotada pelos Estados Unidos.
SINTUFF nas ruas em defesa da soberania dos povos
Na quarta-feira (28/1), o SINTUFF esteve presente no ato realizado na Cinelândia contra a política de ingerência, sanções e ameaças dos Estados Unidos à Venezuela e aos povos da América Latina. A mobilização denunciou o uso instrumental do discurso da “democracia” como pretexto para bloqueios econômicos, controle geopolítico e exploração de riquezas estratégicas, práticas que violam a soberania dos países e penalizam diretamente seus povos.
A presença da militância do SINTUFF reafirma uma posição política coerente. Os rumos da Venezuela devem ser decididos pelo povo venezuelano, sem tutela externa, chantagem internacional ou qualquer forma de intervenção imperialista. Defender a soberania dos povos é parte indissociável da luta da classe trabalhadora, no Brasil, na América Latina e em todo o mundo.









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