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Mulheres entoam “Bolsonaro nunca mais”


Foto: Zulmair Rocha

“Bolsonaro nunca mais”. Esse foi o eixo das manifestações em mais de 60 cidades do país e do exterior, no sábado (4/12), pelo Fora Bolsonaro. O ato foi convocado por mulheres das entidades que compõem a Campanha Nacional Fora Bolsonaro. Atos foram registrados em diversos locais, como Rio de Janeiro (RJ), Recife (PE), Natal (RN), Fortaleza (CE), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), Pelotas (RS), Belo Horizonte (MG), São Paulo (SP), Campinas (SP), Ubatuba (SP), Santos (SP), Brasília (DF), Palmas (TO), Fortaleza (CE), Juazeiro do Norte (CE), Florianópolis (SC), Chapecó (SC) e João Pessoa (PB).


As manifestações retomam o protagonismo das mulheres nas grandes manifestações do #EleNão, realizadas durante a campanha eleitoral de 2018. A luta das mulheres ganha maior relevância quando o país se defronta com um governo misógino e conivente com a opressão e violência de gênero. No Rio de Janeiro, o ato foi na Candelária e o SINTUFF mais uma vez esteve presente com sua militância.



A violência de gênero no Brasil


Em 2020, uma em cada quatro mulheres acima de 16 anos afirma ter sofrido algum tipo de violência no Brasil, cerca de 17 milhões de mulheres sofreram violência física, psicológica ou sexual, de acordo com instituto Datafolha, em pesquisa encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública – FBSP.

Apesar da ministra Damares Alves ter afirmado que a pandemia de COVID-19 foi um dos fatores que provocaram o aumento da violência doméstica, as mulheres não são prioridade no governo Bolsonaro. No orçamento de 2021 a pasta Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos teve um corte de 7 milhões, uma redução de 45% da verba destinada no ano anterior.

Política pública sem orçamento não existe. Uma casa de apoio ou um centro de referência, como apoio psicológico e jurídico, para mulheres em situação de violência doméstica é apenas o primeiro passo de uma rede que precisa incluir, também, cursos de formação e de capacitação profissional. Muitas mulheres permanecem em situação de violência por serem dependentes financeiras de seus agressores, por não estarem inseridas no mercado de trabalho. A evolução da agressão é o feminicídio. Foram registrados 1.338 feminicídios durante a pandemia de COVID-19. No dia 25 de novembro as mulheres foram às ruas protestar contra os cortes no programa de combate à violência contra mulher, contra o aumento dos feminicídios e pelo Fora Bolsonaro e sua política de retirada de direitos.