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Mobilização popular que começou na UFF garante virada histórica

Foto do escritor: SINTUFF
SINTUFF
há 4 horas
3 min de leitura

Ato em Copacabana na véspera da eleição (Foto: Jesiel Araujo)
Ato em Copacabana na véspera da eleição (Foto: Jesiel Araujo)

A vitória de Lula no segundo turno das eleições presidenciais representa uma conquista histórica da mobilização popular contra a extrema direita. Após um resultado favorável a Flávio Bolsonaro no primeiro turno, a virada eleitoral foi impulsionada por uma onda de manifestações nas ruas e de engajamento nas redes sociais em proporções nunca vistas anteriormente em um processo eleitoral brasileiro.


Milhões de pessoas se envolveram na disputa, muitas delas de maneira espontânea, em um movimento que ultrapassou as estruturas oficiais da campanha. Trabalhadores(as), estudantes, artistas, sindicatos, movimentos sociais e amplos setores da população protagonizaram uma mobilização que demonstrou a capacidade da organização popular de transformar o cenário político.


Da UFF para o Brasil: juventude deu o pontapé inicial


Um dos marcos dessa mobilização ocorreu em Niterói, quando estudantes da Universidade Federal Fluminense (UFF) percorreram as ruas da cidade em uma manifestação contra a extrema direita. A iniciativa deu o pontapé inicial a uma onda de atos estudantis que rapidamente se espalhou pelo país.


O movimento ganhou força com manifestações em universidades, atos populares e iniciativas culturais. No Rio de Janeiro, milhares de estudantes e trabalhadores(as) ocuparam o Centro da cidade, enquanto o ato dos sambistas lotou os Arcos da Lapa. A diversidade das manifestações revelou uma mobilização que ultrapassou os espaços tradicionais da política e ampliou significativamente o alcance da campanha contra Flávio Bolsonaro.


A luta pelo fim da escala 6x1 também teve importância central nesse processo. A reivindicação pela redução da jornada de trabalho, sem redução salarial, aproximou a disputa eleitoral das necessidades concretas de milhões de trabalhadores(as). Ao ganhar destaque nas ruas e nas redes sociais, contribuiu para ampliar a identificação popular com a mobilização e fortalecer a reversão do resultado do primeiro turno.


SINTUFF participou ativamente da mobilização


O SINTUFF esteve presente de forma ativa e constante nas manifestações e nas iniciativas de mobilização. Em Assembleia Geral realizada no dia 8 de outubro, a categoria aprovou, por unanimidade, uma resolução de chamado ao voto em Lula no segundo turno, com o objetivo de derrotar Flávio Bolsonaro e a extrema direita.


A decisão teve como fundamento os graves riscos representados pelo bolsonarismo aos direitos da classe trabalhadora, aos serviços públicos, às organizações sindicais e às liberdades democráticas.


O governo Jair Bolsonaro deixou um histórico de congelamento salarial dos(as) servidores(as) federais, ataques às universidades, ameaças de privatizações e restrições a direitos. Uma vitória de Flávio Bolsonaro representaria a continuidade e o aprofundamento desse projeto, com consequências para a educação pública, a ciência, a soberania nacional e as condições de vida da população.


Também estavam em jogo os direitos das mulheres, da população negra, dos povos indígenas e da comunidade LGBTQIA+, além do enfrentamento ao autoritarismo, ao negacionismo científico e à submissão dos interesses nacionais à política imperialista dos Estados Unidos.


Independência política permanece inegociável


O chamado ao voto em Lula não significa adesão ao seu governo, nem compromisso de sustentação de suas políticas. A independência política do SINTUFF diante de qualquer governo permanece inegociável.


A história do sindicato demonstra essa posição. Ao longo de diferentes governos, o SINTUFF esteve na linha de frente de greves e mobilizações em defesa dos direitos da categoria. A greve nacional de 2026, durante o próprio governo Lula, é um exemplo recente dessa atuação combativa, diante dos descumprimentos do acordo de 2024 e da necessidade de assegurar conquistas e reivindicações ainda pendentes.


O sindicato seguirá cobrando o cumprimento dos acordos, a valorização dos(as) servidores(as), a recomposição orçamentária das universidades, a ampliação dos direitos dos(as) aposentados(as) e o atendimento às demais reivindicações da categoria.


Mobilização deve continuar diante das ameaças golpistas


A derrota nas urnas não significa que a extrema direita tenha abandonado suas pretensões autoritárias. A recusa de setores bolsonaristas em reconhecer o resultado eleitoral, acompanhada de ameaças e acusações infundadas contra o processo democrático, exige atenção e mobilização permanente.


O histórico do golpismo bolsonarista demonstra que nenhuma ameaça pode ser subestimada. A mesma força popular que garantiu a virada eleitoral precisa permanecer organizada nas ruas para rechaçar qualquer tentativa de golpe e assegurar o respeito à vontade popular expressa nas urnas.


A vitória eleitoral representa uma conquista importante, mas não encerra as lutas. A mobilização que derrotou a extrema direita deve continuar para defender as liberdades democráticas e conquistar novos direitos, como a redução da jornada de trabalho sem redução de salários, reajustes, valorização dos serviços públicos e melhores condições de vida para a classe trabalhadora.

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Endereço:

R. Des. Geraldo Tolêdo, 29 - São Domingos 

Niterói - RJ

CEP: 24210-380

E-mail:

secretaria@sintuff.org

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