Assembleia aprova por unanimidade chamado ao voto em Lula no segundo turno


O SINTUFF realizou, nesta quinta-feira (8), em sua sede, uma Assembleia Geral que teve como pauta central a conjuntura política nacional e o segundo turno das eleições presidenciais. A principal deliberação foi a aprovação, por unanimidade, de resolução que registra a posição da entidade pelo voto em Lula (PT), com o objetivo declarado de derrotar Flávio Bolsonaro (PL) e a extrema direita. O documento também reafirma a autonomia política e a independência de classe do Sindicato.
Na resolução, a Assembleia apresenta sua avaliação de que o processo eleitoral envolve o futuro dos serviços públicos, da educação e dos direitos trabalhistas. O texto também repudia a política do governo Donald Trump para a América Latina e manifesta preocupação com a influência dos Estados Unidos sobre os recursos estratégicos brasileiros.
Unidade de ação para o segundo turno
Na abertura, o coordenador-geral Wagner Peres apresentou a proposta construída entre diferentes setores da direção do SINTUFF. Destacou a importância da unidade da categoria diante do segundo turno e recordou os ataques sofridos pelos(as) servidores(as) públicos(as) e pelas universidades durante o governo de Jair Bolsonaro, incluindo o congelamento salarial, os cortes orçamentários e as propostas de reforma administrativa.
Wagner ressaltou a necessidade de ampliar as mobilizações e o diálogo com a população, acompanhando o movimento estudantil que tomou as ruas nos últimos dias.
CSP-Conlutas destaca importância da unidade
A Assembleia contou com a participação de Atnágoras Lopes, representante da CSP-Conlutas, central sindical à qual o SINTUFF é filiado. O dirigente destacou a importância da mobilização sindical e popular diante do cenário eleitoral e relacionou o debate à defesa da soberania nacional e das liberdades democráticas. Sua intervenção também registrou a importância de manter a independência da classe trabalhadora e a capacidade de reivindicação diante de qualquer governo, sem que isso impedisse a construção de uma posição comum sobre o segundo turno.
Movimento estudantil e ameaças à UFF
As manifestações realizadas no Rio de Janeiro e em Niterói durante a semana foram lembradas por participantes, que destacaram a presença dos estudantes. Júlia, do coletivo Guerreiro Ramos, relatou ameaças recebidas pela comunidade da UFF e informou que as denúncias haviam sido encaminhadas à administração universitária e à Polícia Federal. Ela agradeceu o apoio do SINTUFF e da ADUFF às manifestações.
O incêndio na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) também foi mencionado durante a Assembleia, com manifestações de solidariedade à comunidade acadêmica. A discussão incluiu preocupações com a segurança nas instituições de ensino e com as liberdades democráticas.
Resolução aprovada por unanimidade
Ao término do debate, a Assembleia aprovou por unanimidade uma resolução com três eixos: posicionamento institucional em favor do voto em Lula no segundo turno; participação do SINTUFF nas mobilizações e no estímulo ao comparecimento às urnas; e manutenção da autonomia política e da independência de classe.
O texto prevê iniciativas de diálogo com a categoria e de combate à abstenção até a votação de 25 de outubro. A decisão reuniu diferentes correntes da entidade, embora persistam divergências sobre o balanço do governo Lula e as estratégias de organização sindical.
Além da resolução principal, a Assembleia aprovou também por unanimidade uma proposta de cobrança às centrais sindicais, incluindo CUT, CTB, CSP-Conlutas e outras entidades, para que impulsionem mobilizações nacionais da classe trabalhadora. O encaminhamento tem como eixo o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho sem redução salarial, associando essas reivindicações ao debate político do segundo turno.
A Assembleia aprovou ainda a realização de mesas de convencimento em locais como o acesso às barcas, além da participação em uma reunião conjunta dos três segmentos da UFF, convocada pela ADUFF para 14 de outubro.
Por fim, a Assembleia reafirmou que o SINTUFF manterá a cobrança das reivindicações da categoria junto ao governo federal, qualquer que seja o resultado da eleição, especialmente quanto à valorização dos(as) servidores(as), ao financiamento dos serviços públicos e à defesa dos direitos trabalhistas.




Comentários