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  • Foto do escritorSINTUFF

Assembleia decidirá adesão à greve nacional




As reuniões de negociação com o governo têm sido frustrantes. Reajuste salarial zero para 2024 e nenhuma contraproposta para a carreira. Ao longo dos últimos meses temos realizado inúmeras paralisações, atos de rua, atividades em reitorias, mas não tem sido suficiente para o governo recuar em suas respostas desrespeitosas nas mesas de negociação. Sendo assim, não nos resta outra alternativa que não seja caminhar para a GREVE.

 

Nenhuma proposta do governo para a carreira e reajuste zero


O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) instalou, no mês de setembro de 2023, mesas Específicas e Temporárias com diferentes categorias, entre elas a dos técnico-administrativos em educação, mas de lá para cá não houve avanços. As reuniões viraram “mesas de enrolação”. O que se viu foram encontros improdutivos onde não existe uma real negociação. As entidades apresentam suas propostas e o governo não faz nenhuma contraproposta. Virou uma mesa protocolar para o governo propagar que existe diálogo.


Além da ausência de contraproposta para a carreira, o governo federal reafirmou sua posição de 0% de reajuste para categorias que amargam mais de 53% de perdas acumuladas pela inflação em seguidos anos de congelamento salarial. Da mesma forma, não há qualquer recurso do orçamento reservado pelo governo para a reestruturação do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação (PCCTAE).

 

Prejuízo a aposentados e pensionistas


A proposta do governo na Mesa Nacional de Negociação Permanente (MNNP) deprecia as categorias do serviço público federal e prejudica ainda mais servidores aposentados. O governo apresenta reajuste zero para 2024 e, como suposta compensação, se limita a propor um aumento de alguns benefícios aos quais aposentados não têm direito, como o auxílio-alimentação. Mesmo o auxílio-saúde é um valor irrisório perante os gastos de aposentados com saúde, que costumam ser muito altos. Muitos sequer conseguem pagar um plano de saúde. Tudo isso em um momento que, por motivação da reitoria da UFF, o reposicionamento está ameaçado, o que pode provocar prejuízos ainda mais graves para mais de mil servidores em uma faixa de idade mais avançada, portanto mais vulneráveis.

 

Assembleias em todo o país têm aprovado GREVE


As assembleias de greve estão ocorrendo nas mais diversas universidades, outras como a nossa estão agendadas, e o resultado tem sido o mesmo: GREVE a partir do dia 11 de março. As paralisações na UFF têm conquistado ampla adesão e demonstram a insatisfação da categoria e a viabilidade da greve. O reitor da UFF recentemente publicou nota de apoio à nossa pauta. Vamos cobrar da reitoria e do Conselho Universitário (CUV) que o apoio vá para além das palavras, que seja garantido o direito de greve, sem retaliação política, sem corte de ponto, sem ameaças e que não se use o expediente da judicialização, via Procuradoria.


O governo operou um violento corte de verbas das universidades, que ameaça o funcionamento das mesmas. Portanto, a ameaça de uma paralisia definitiva das instituições federais de ensino não vem da greve, mas do corte de verbas. Nesse sentido, reitoria, CUV e comunidade universitária precisam marchar juntos no apoio à GREVE.

 

Participar da Assembleia para decidir sobre a GREVE


É importante que tenhamos uma Assembleia expressiva para deflagrar a greve. A Assembleia será numa área central do campus Gragoatá, no auditório da Faculdade de Economia, o que facilita a ampla participação da categoria. Essa é uma luta de todos nós, por reajuste salarial, reestruturação da carreira e benefícios. A presença de cada servidora, de cada servidor, vai fortalecer a mobilização para construir a greve. Participe, compareça à assembleia que poderá deflagrar a GREVE.

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