Assembleia aprova caravana a Brasília para intensificar pressão pelo cumprimento do acordo
- SINTUFF

- há 17 horas
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A Assembleia Geral de Greve dos(as) técnico-administrativos(as) em educação da UFF, realizada na terça-feira (7), no Auditório da Faculdade de Matemática, no Campus Gragoatá, consolidou uma nova etapa do movimento paredista, marcada pela ampliação da mobilização nacional e pela preparação da categoria para uma agenda decisiva em Brasília.
A atividade reuniu servidores(as) em um momento considerado estratégico, no qual a pressão direta sobre o governo federal passa a ocupar o centro das iniciativas políticas da greve.
Continuidade da greve e representação no CNG
A assembleia aprovou, por unanimidade, a continuidade da greve, reafirmando a avaliação de que o governo ainda não apresentou respostas concretas às várias pendências do Termo de Acordo nº 11/2024 e que segue indefinida os termos para a regulamentação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC)
Também foi realizada a eleição da delegação que representará a categoria no Comando Nacional de Greve. A proporcionalidade entre as chapas se manteve em relação às assembleias anteriores. A Chapa 1 “A Luta Continua” obteve 50 votos e garantiu três representantes, enquanto a Chapa 2 “SINTUFF Presente” recebeu 27 votos e elegeu dois representantes.
Brasília no centro da mobilização
O eixo central das deliberações foi a participação do SINTUFF na Caravana Nacional em Brasília, aprovada por ampla maioria. A decisão insere a categoria no calendário nacional de mobilizações e reforça a estratégia de pressionar diretamente o governo federal.
O sindicato participará das atividades convocadas pelas centrais sindicais e pela FASUBRA nos dias 15 e 16 de abril, integrando as ações nacionais da greve. A assembleia também aprovou a construção de uma presença organizada na 3ª Marcha da Classe Trabalhadora, no dia 15, com coluna própria, faixas e bandeiras, cobrando o cumprimento integral do acordo firmado em 2024.
No mesmo sentido, foi deliberado cobrar das centrais sindicais, especialmente as que atuam no interior da FASUBRA como CUT e CTB, uma atuação mais ativa na visibilidade da greve, com a realização de campanha nacional de apoio, incluindo notas públicas e produção de conteúdos institucionais com seus dirigentes. A medida busca ampliar o alcance político do movimento e contribuir contra o isolamento da greve.
Regras para o uso do Fundo de Greve
Outro ponto aprovado por unanimidade foi a regulamentação do uso do Fundo de Greve. A assembleia definiu que os recursos serão destinados exclusivamente às despesas relacionadas ao movimento paredista, vedando sua utilização para custeio de gastos regulares do sindicato ou outras finalidades durante a greve.
A gestão dos recursos ficará sob responsabilidade da Assembleia de Greve e do Comando Local de Greve, sendo criada uma Comissão de Finanças no âmbito do CLG, com participação de representantes da base. A comissão terá caráter de acompanhamento e proposição, com a responsabilidade de elaborar relatórios sobre a aplicação dos recursos ao longo da greve.
Ao final do movimento grevista, eventual saldo remanescente será destinado a custos relacionados às pautas da greve, conforme deliberação das instâncias do sindicato, e sua utilização será incorporada à prestação de contas oficial.
Agenda de mobilização e pautas democráticas
A assembleia também aprovou a participação do SINTUFF no ato pelas Diretas Já para o cargo vago de governador do Estado do Rio de Janeiro, marcado para o dia 8 de abril, às 13h, em frente à ALERJ. A decisão conecta a mobilização da categoria a um debate mais amplo sobre direitos democráticos e participação popular.
Ao final, foi aprovada uma resolução voltada à preservação do acervo do SINTUFF. A proposta prevê a construção de uma política de memória do sindicato após o encerramento da greve, reconhecendo o papel histórico da entidade e a importância de sistematizar sua trajetória de lutas.
A assembleia, ao articular decisões organizativas, políticas e de mobilização, projeta a greve para um novo patamar, com Brasília como espaço central de pressão e visibilidade das reivindicações da categoria.




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