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  • Foto do escritorSINTUFF

A UFF parou e foi às ruas por reajuste e valorização das carreiras

Atualizado: 18 de out. de 2023


A UFF parou neste dia 3/10 por reajuste salarial, valorização das carreiras e defesa dos serviços públicos. O dia nacional de mobilização com paralisações teve atos e paralisações em todo o país. Docentes e técnicos da UFF aprovaram nas suas assembleias aderir à paralisação nacional. Em Niterói, técnico-administrativos, docentes e estudantes se concentraram 14 horas, na Praça Arariboia, e seguiram rumo ao ato na Candelária, às 15 horas, convocados de forma unitária por SINTUFF, ADUFF e DCE-UFF.


O ato expressou a indignação dos servidores públicos com a proposta irrisória apresentada pelo governo na mesa de negociação. A falta de destinação de recursos à valorização salarial e das carreiras dos servidores é norteada pela manutenção do ajuste fiscal que retira os recursos do serviço público e congela salários dos servidores.


A adesão à paralisação foi expressiva na UFF. Durante a convocação, a categoria demonstrou muito interesse e procurou se informar sobre a paralisação. O sindicato recebeu muitas mensagens para elucidar dúvidas. A direção do sindicato rodou os diversos campi, o carro de som percorreu diversas unidades e mensagens foram disparadas em massa aos servidores no intuito de ampliar a adesão. Houve setores de trabalho em que a própria chefia ou direção afixaram cartazes informando que não haveria funcionamento devido à paralisação.


Os atos também expressaram ainda o rechaço à ameaça de retorno da Reforma Administrativa à pauta do Congresso Nacional, a luta contra as privatizações, no dia em que a Petrobrás completa 70 anos, e a solidariedade à paralisação de 24 horas dos metroviários de São Paulo, em denúncia ao projeto de privatização do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.


Não há nenhuma nova reunião marcada da Mesa Nacional de Negociação Permanente, a mesma que foi retomada com pompa pelo governo em cerimonial com a presença da entidades nacionais, em fevereiro. Até o momento a mesa tem sido de enrolação. O reajuste salarial de 2023 se deu com recursos já previstos no orçamento antes mesmo da posse de Lula e para 2024 a proposta é ridícula e desrespeitosa com os servidores. A palavra de ordem "#NegociaMinistraEsther" ganha força nas redes sociais, paralelamente às paralisações e manifestações de rua. Até agora a resposta sobre quando haverá nova reunião de negociação é vaga, sem uma data marcada.


A postura do governo reforça a necessidade das categorias intensificarem as mobilizações, realizar novos dias de mobilizações, paralisações e debater novos passos da luta dos servidores públicos. Diante da postura do governo, fica latente também a importância da independência política das direções sindicais para conduzir as pautas das diversas categorias.

Fotos: Jesiel Araujo

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