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Retorno presencial somente com condições sanitárias

Políticas de retorno descentralizadas são temerárias e favorecem a propagação da Covid-19


Em diversos campi e unidades começa a haver, de forma descentralizada, debates sobre o retorno presencial mediante o avanço da vacinação. Essas discussões têm sido feita de forma desigual e desordenada, sem critérios gerais que norteiem o debate. Esse formato abre margem para políticas de retorno impulsionadas de forma temerária e isolada em unidades e campi, como já se verifica, por exemplo, na unidade de Nova Friburgo.

Evidentemente que é um desejo geral que a universidade volte a funcionar presencialmente. Mas isso deve ser feito no tempo certo, obedecendo rigorosos critérios sanitários, com garantia de condições de trabalho e segurança aos servidores, para que não se repitam situações como a do prédio da Reitoria, onde ocorreram óbitos de pessoas em serviço presencial, tanto do quadro de servidores quanto de terceirizados.

SINTUFF se opõe a qualquer política de retorno presencial implantada de forma descentralizada, em cada setor ou unidade por sua própria iniciativa, assim como rechaça que esse processo se dê em contradição a critérios científicos e que atrapalhem a redução de casos e mortes pela Covid. Não é crível que direções de unidade e chefias tenham condições isoladamente de deliberar sobre o retorno presencial dos funcionários de suas circunscrições.

Nosso sindicato exige que qualquer protocolo de retorno presencial se dê a partir de um amplo debate envolvendo especialistas, o Conselho Universitário, as direções de unidade, as entidades sindicais e estudantis. O retorno presencial deve estar condicionado às condições sanitárias que garantam a segurança da categoria, condições de trabalho e mediante a disponibilidade de imunização completa para todas e todos, sem retorno descentralizado.


Óbitos de trabalhadores do prédio da Reitoria expôs riscos do retorno presencial