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Resumo de Tese ao IX CONSINTUFF: Unidos pra Lutar


Pré-Tese da Unidos pra Lutar para o IX CONSINTUFF


Por um Sintuff independente de governos e patrões


O cenário socioeconômico não mudou. Altíssimo desemprego, baixos salários, alto custo de vida. A indústria está decadente, as universidades com cortes, o SUS sucateado. Ataques racistas, homofóbicos e contra as mulheres continuam impunes.

Empregos temporários não escondem que não haverá uma saída rápida para a recuperação econômica, reindustrialização massiva nem milhões de postos de trabalho com carteira assinada. Há uma nova onda da Covid 19 e a Anvisa ainda estuda a compra de vacinas de segunda geração. Novos cuidados deverão ser tomados e novos sacrifícios virão para a classe trabalhadora, em especial para servidores públicos e trabalhadores da saúde.

O PT apostou em não derrubar Bolsonaro nas ruas, achavam que desgastá-lo o derrotaria no primeiro turno. E a classe trabalhadora pagou caro por essa decisão, mas seria pior com a reeleição de Bolsonaro.

Lula não gerou entusiasmo porque não apresentou projetos. A Frente Ampla com Alckmin provocou desconforto até nos petistas. A polarização eleitoral foi a disputa do “salvador da pátria” contra o “mito” e não de propostas. A direção do Psol não apresentou candidato a presidente. Esse esvaziamento da esquerda também explica o porquê a alta rejeição a Bolsonaro não se expressou com toda força nas urnas.

No primeiro turno a diferença de votos a favor de Lula era de 5%, e no segundo turno caiu para 2%. Mas o Bolsonaro foi derrotado! E isso é o que importa agora!

Bolsonaro não avançou na “pauta de costumes”, não conseguiu base social suficiente para dar um golpe de estado. E perdeu a eleição. Mas isso não significa que não seja perigoso. Ele reforçou o peso retrógrado de algumas igrejas na cabeça de um setor da classe trabalhadora. Promoveu racismo, estupro, feminicídio, homofobia, xenofobia, armamento da classe média alta e deixou morrer 689 mil pessoas de covid. O uso da máquina do estado, a compra de votos e fake News foi escancarada.

Derrotar a necropolítica de Bolsonaro foi o que nos moveu a fazer campanha por Lula no segundo turno. Defenderemos a democracia e momentânea até o governo eleito se houver uma tentativa de golpe de estado. Porém, não faremos parte do governo e não abriremos expectativas porque sabemos de suas alianças com o grande capital, centrado no lucro. Vamos exigir a devolução de todos os direitos cortados por Bolsonaro assim como a anulação das privatizações e da terceirização. Combateremos o governo se fizer ataques como foram a Reforma da Previdência em 2003 e a implantação do EBSERH em 2010/2011.

Exigimos das Centrais Sindicais a luta por:

● Revogação da reforma trabalhista e da previdência. Fim da PEC 32 e do teto de gastos.

● Apoio as lutas contra qualquer ajuste fiscal do governo contra o povo.

● Serviços públicos gratuitos e de qualidade. Concurso público.

● Campanha contra o feminicídio, o racismo e a LGBTfobia.

● Redução da jornada de trabalho sem a redução de salários.


Chega de burocracia sindical! Unidos para que a base decida.

No último ConSintuff, foi consensual que a direção do sindicato fosse proporcional. Três forças políticas se elegeram. Mas a corrente majoritária impôs sua vontade em todos espaços de atuação, dificultando a participação dos grupos minoritários. Os trabalhadores da UFF estavam em quarentena. Mas no HUAP permaneceram na linha de frente lutando por direitos básicos (EPIs, testes, atendimento emergencial, vacina, CATSPs), luta mantida pela direção minoritária junto a todos os trabalhadores do hospital. Essa luta foi invisibilizada pela imprensa do Sintuff, controlada pela majoritária. A categoria, formada também por novos servidores, diz não sentir-se representada pelo sindicato. No HUAP, onde os servidores seguem submetidos a gestão da Ebserh e aos ataques da administração da UFF, a reclamação da ausência do sindicato é ainda maior. O sintoma é a desfiliação.

O Sintuff deve dar uma brusca virada e organizar a luta para recuperar direitos e avançar nas conquistas, buscando fortalecer o sindicato pela base.

A fórmula para um sindicato se manter com saúde financeira é ter política para manter os afiliados, atrair novos filiados e saber administrar a sua arrecadação mensal.

Para acabar com a burocracia exigimos respeito aos organismos sindicais: as decisões devem ser sempre coletivas, em assembleias, congressos, fóruns, e, principalmente, respeitadas! Se a direção não cumpre o que é votado deve ser imediatamente destituída!

• Fim dos privilégios sindicais: regulamentar “ajuda de custos” e utilização dos bens do sindicato. Rotatividade para a liberação sindical.

• Organizar e eleger TODAS as Delegacias de Base após as eleições do Sintuff.

• Incentivar democraticamente o funcionamento dos GTs.

• Prestação de contas permanente em assembleias gerais e no boletim do sindicato. Criação de uma Comissão de Controle Financeiro independente da direção eleita.

• Formação político-sindical permanente e democrática.

• Criação do fundo de greve.


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