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MEC institui GT para discutir gestão democrática nas instituições federais de ensino

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    SINTUFF
  • há 7 dias
  • 2 min de leitura

O Ministério da Educação (MEC) publicou, no Diário Oficial da União do último dia 17 de junho, a Portaria nº 549, de 15 de junho de 2026, que institui um Grupo de Trabalho (GT) destinado à elaboração de subsídios e propostas voltadas ao aprimoramento dos mecanismos de participação institucional, gestão democrática e transparência nas Instituições Federais de Ensino (IFEs). (MEC Normas)


De caráter consultivo, o GT terá a atribuição de identificar desafios existentes nas universidades e institutos federais e formular propostas relacionadas aos processos de gestão e participação da comunidade acadêmica nas instituições federais de ensino. A iniciativa decorre de compromisso assumido pelo governo federal nas negociações com os(as) técnico-administrativos(as) em educação durante a greve nacional de 2024.


Segundo a portaria, o grupo será composto por representantes do Ministério da Educação e de entidades nacionais ligadas às instituições federais de ensino e à comunidade acadêmica. O espaço funcionará como instância de discussão e formulação de propostas, sem caráter deliberativo ou normativo. As medidas eventualmente sugeridas pelo GT dependerão de posterior análise e eventual implementação pelo próprio MEC ou por outros órgãos competentes.


Na prática, o Grupo de Trabalho deverá debater temas relacionados à participação nos processos de gestão universitária, aos mecanismos de transparência institucional, às formas de diálogo entre as administrações e a comunidade acadêmica e ao aperfeiçoamento de instrumentos de participação existentes nas IFEs.


A publicação da portaria abre formalmente um espaço de discussão sobre a gestão democrática nas instituições federais de ensino, tema historicamente reivindicado pelas entidades representativas da comunidade universitária e cuja inclusão na agenda do governo é resultado da pressão política e das mobilizações da categoria. Contudo, a criação do Grupo de Trabalho, contudo, não representa por si só uma garantia de mudanças concretas. A experiência recente demonstra que diferentes GTs instituídos pelo governo foram esvaziados, encerrados sem conclusões efetivas ou não se traduziram em medidas práticas.


Nesse sentido, a instalação do grupo deve ser compreendida como uma etapa de disputa política, cujo desfecho dependerá da continuidade da mobilização dos(as) técnico-administrativos(as), docentes e estudantes para que os debates produzidos avancem para ações concretas e efetivos mecanismos de democratização das IFEs.


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