FASUBRA se reĂșne com MEC para debater pauta da greve
- SINTUFF
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Atualizado: hĂĄ 2 dias

A Direção Nacional da FASUBRA reuniu-se, no dia 25 de fevereiro, com representantes do Ministério da Educação (MEC) para cobrar avanços nas pautas dos(as) técnico-administrativos(as) em educação, em meio à greve nacional da categoria. O encontro, com o secretårio-executivo Leonardo Barchini, discutiu os entraves que impedem o cumprimento de pontos fundamentais do acordo firmado.
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A Federação apresentou um conjunto de reivindicaçÔes estruturantes, entre elas a implementação da jornada de 30 horas, o reposicionamento de aposentados(as) e pensionistas, a reabertura do prazo de adesĂŁo ao PCCTAE, a revisĂŁo do Decreto nÂș 9.991/2019, a atualização das atribuiçÔes e cargos da carreira e a regulamentação do Reconhecimento de Saberes e CompetĂȘncias (RSC).
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30 horas e carreira
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A jornada de 30 horas foi um dos principais pontos de divergĂȘncia. A FASUBRA criticou a tentativa do governo de restringir a medida aos setores com atendimento ao pĂșblico externo, o que fragmenta a carreira e desconsidera experiĂȘncias jĂĄ consolidadas nas instituiçÔes federais, onde a flexibilização ocorre de forma ampliada.
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Diante da pressĂŁo, o MEC agendou uma nova reuniĂŁo especĂfica para discutir o tema e apresentar uma proposta de normatização para as InstituiçÔes Federais de Ensino. Para a categoria, a defesa das 30 horas para todos(as) segue como eixo central da mobilização.
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No que diz respeito Ă estrutura da carreira, o MEC informou que a atualização das atribuiçÔes e a racionalização dos cargos do PCCTAE seguem dependentes de posicionamento do MinistĂ©rio da GestĂŁo e da Inovação em Serviços PĂșblicos (MGI).
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Reposicionamento dos(as) Aposentados(as)
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Outro ponto de tensão foi o reposicionamento de aposentados(as) e pensionistas. Segundo a FASUBRA, o MGI rejeitou a proposta sem apresentar estudos técnicos, evidenciando uma postura que subordina direitos à lógica do ajuste fiscal. O MEC afirmou que buscarå informaçÔes e não descartou a possibilidade de alocação orçamentåria.
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A Federação também cobrou a reabertura do prazo de adesão ao PCCTAE, com impacto estimado entre R$ 15 milhÔes e R$ 20 milhÔes por ano. Para a entidade, o argumento fiscal tem sido utilizado de forma seletiva, travando medidas que corrigem distorçÔes na carreira.
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RSC depende de decisĂŁo polĂtica do governo
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No dia 24, a ComissĂŁo Nacional de SupervisĂŁo da Carreira, com participação da FASUBRA e do SINASEFE, avançou na anĂĄlise dos critĂ©rios do RSC. Dos 89 itens discutidos, houve apenas ajustes pontuais, mantendo-se a estrutura construĂda pela categoria. O texto segue para anĂĄlise final do MGI, etapa decisiva para a regulamentação do instrumento.
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Capacitação e autonomia das IFE
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A revisĂŁo do Decreto nÂș 9.991/2019 tambĂ©m foi debatida. A proposta em discussĂŁo no governo prevĂȘ centralizar a polĂtica de capacitação na Escola Nacional de Administração PĂșblica (ENAP), retirando das universidades essa atribuição. A FASUBRA se posicionou contra a medida, defendendo a autonomia das InstituiçÔes Federais de Ensino na formação de seus(as) servidores(as).
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O MEC sinalizou que defenderå essa posição junto ao MGI, mas não apresentou garantias concretas de que a autonomia serå preservada.
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Pressão sobre o governo e continuidade da mobilização
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Durante a reunião, a FASUBRA denunciou as dificuldades de diålogo com o MGI, considerado o principal obståculo para o avanço das negociaçÔes. A Federação cobrou que o MEC atue para destravar o processo e garantir o cumprimento dos compromissos assumidos.
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Embora o governo tenha reafirmado a importĂąncia do diĂĄlogo, nĂŁo apresentou respostas concretas para as demandas centrais. Diante disso, a greve segue como instrumento legĂtimo de pressĂŁo.
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Para o SINTUFF, o cenårio confirma que apenas a mobilização organizada serå capaz de superar a lógica de adiamentos e garantir conquistas reais para os(as) trabalhadores(as), com valorização da carreira, garantia e ampliação de direitos.
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