Em audiência, Reitoria e Comando de Greve firmam acordo sobre RU durante paralisação
- SINTUFF

- há 4 horas
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Após nova rodada de negociação com a Reitoria, realizada na sexta-feira (27), o Comando Local de Greve (CLG) do SINTUFF pactuou um modelo de funcionamento parcial do Restaurante Universitário (RU), a partir de 6 de abril. A decisão expressa uma inflexão política do movimento, que optou por encaminhar uma solução para a alimentação estudantil e busca reorganizar o foco das próximas audiências para as demandas locais dos(as) técnico-administrativos(as) em educação.
A proposta consolidada em ata mantém o eixo defendido pela categoria desde o início do debate: garantir atendimento prioritário aos estudantes em situação de maior vulnerabilidade, sem descaracterizar o direito de greve nem impor sobrecarga às equipes envolvidas.
De acordo com o registro da reunião, o funcionamento prevê a oferta de jantar no RU entre terça e quinta-feira, além da garantia de alimentação aos estudantes da moradia estudantil ao longo de quatro dias, com almoço e jantar, elemento importante para reforçar as condições de permanência. Este volume de atendimento é superior ao que foi pactuado durante a greve anterior, em 2024.
O Comando Local de Greve relatou que a construção de um ambiente de diálogo, com participação ativa de setores do movimento estudantil, foi determinante para viabilizar o acordo, ao contribuir para uma compreensão mais ampla das motivações da greve.
Construção técnica e deliberação coletiva
A formulação apresentada pelo CLG tem como base o trabalho da equipe de nutrição e a deliberação da assembleia da categoria. O desenho do funcionamento buscou compatibilizar a manutenção de um atendimento com critérios técnicos, planejamento de insumos e respeito à autonomia das trabalhadoras e dos trabalhadores do setor.
Na avaliação do Comando de Greve, a proposta é superior à aplicada durante a greve de 2024 e se aproxima do limite operacional possível dentro do contexto atual.
Pauta local precisa voltar ao foco das audiências
Ao pactuar o funcionamento parcial do RU, o CLG sinaliza a necessidade de uma reorganização das prioridades nas mesas com a Reitoria, que não podem ser espaços exclusivos para debate e inclusão de novos serviços prioritários durante a greve. A expectativa é que os próximos encontros foquem também nas demandas específicas da categoria na UFF, que vinham sendo secundarizadas pelo impasse em torno da alimentação. Entre os temas que precisam ganhar centralidade estão questões relacionadas às condições de trabalho e demais reivindicações locais dos(as) técnico-administrativos(as).
A categoria quer debater, nas audiências com a reitoria, a democratização da universidade, a ampliação da participação dos(as) administrativos(as) nos espaços colegiados – como o Conselho Universitário –, as multas judiciais impostas pela reitoria ao sindicato, as demandas dos(as) servidores(as) do HUAP e do Interior, entre outros temas.
Outras demandas apresentadas pela gestão, como funcionamento da Farmácia Universitária, atividades na Fazenda Escola e manutenção de estágios, não foram deliberadas na reunião. O CLG indicou que esses temas serão debatidos com os setores envolvidos e submetidos à assembleia da categoria, sobrepesando tanto os aspectos técnicos quanto o exercício do direito de greve.
A avaliação do Comando é que o acordo sobre o RU vence um ciclo de desgaste nesse tema específico e cria melhores condições políticas para avançar nas pautas locais da categoria nas próximas audiências.




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