Educação ocupa as ruas em defesa da valorização e dos direitos da categoria
- SINTUFF

- há 1 dia
- 2 min de leitura

Técnico-administrativos(as), docentes e estudantes das universidades públicas realizaram, nesta quarta-feira (13), um ato unificado no Centro do Rio em defesa da valorização dos(as) trabalhadores(as) da educação e das pautas das greves nas universidades federais e na UERJ. A mobilização aconteceu no Largo de São Francisco, em frente ao Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) da UFRJ, reunindo servidores(as) da UFRJ, UFF, UNIRIO, UFRRJ, UERJ e UENF.
A atividade foi organizada pelos Comandos Locais de Greve e entidades sindicais da educação, entre elas SINTUFF, SINTUFRJ, ASDUERJ, SINTUPERJ, SINTUR-RJ e ASUNIRIO. O ato integrou o calendário nacional de mobilização convocado pela FASUBRA Sindical no mesmo dia em que ocorreu reunião de negociação com o Ministério da Educação (MEC).
A greve nacional dos(as) técnico-administrativos(as) das universidades federais e a greve na UERJ seguem cobrando valorização salarial, cumprimento dos acordos firmados após a greve de 2024 e avanços concretos para a carreira. Entre os principais pontos defendidos pela categoria estão a implementação da RSC, as 30 horas sem redução salarial, o reposicionamento dos(as) aposentados(as), a racionalização dos cargos, a valorização do PCCTAE e melhores condições salariais e de trabalho para os(as) servidores(as) das universidades públicas.
Durante o ato, os(as) trabalhadores(as) exibiram cartazes, distribuíram panfletos e dialogaram com a população sobre as reivindicações da greve e a situação enfrentada pelos(as) servidores(as) da educação pública. “Eu tô na luta por valorização. Essa é a greve da Educação”, entoaram os(as) manifestantes durante a concentração no IFCS e ao longo da caminhada pelo Centro do Rio.
A mobilização também ocorreu no dia 13 de maio, data da assinatura da Lei Áurea. Durante a atividade, trabalhadores(as) ressaltaram que a abolição formal da escravidão não significou reparação histórica ou garantia de condições dignas de vida para a população negra, relacionando o aprofundamento das desigualdades sociais ao sucateamento dos serviços públicos e aos ataques aos direitos sociais.
Após a concentração no Largo de São Francisco, os(as) manifestantes seguiram em caminhada até a estátua da vereadora Marielle Franco, no Buraco do Lume. A atividade reforçou a importância da unidade entre os(as) trabalhadores(as) da educação diante da continuidade das mobilizações e da necessidade de ampliar a pressão sobre o governo federal e os governos estaduais por valorização salarial, direitos e recomposição orçamentária das universidades públicas.




Comentários