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Debate sobre CSP-Conlutas reforça importância da independência política do movimento sindical

  • Foto do escritor: SINTUFF
    SINTUFF
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

Defesa da independência política marcou debate (Foto: Jesiel Araujo)
Defesa da independência política marcou debate (Foto: Jesiel Araujo)

A atividade de greve realizada na quarta-feira (8/4), na sede do SINTUFF, consolidou um momento de reflexão política articulado diretamente com a conjuntura da paralisação da categoria. O debate preparatório para o VI Congresso da CSP-Conlutas teve a participação de Bárbara Sinedino e Atnágoras Lopes, ambos da Secretaria Executiva Nacional da CSP, que buscaram situar o papel da central diante das disputas atuais do movimento sindical e da crise mais ampla do capitalismo.


Logo na abertura, Bárbara enfatizou o significado político do espaço construído no sindicato, conectando o debate à própria greve em curso. Ao saudar os(as) presentes, destacou o peso da iniciativa: “queria registrar da importância do SINTUFF na construção e fortalecimento da CSP Conlutas”. Sua intervenção partiu de um eixo claro: a afinidade programática entre o sindicato e a central, baseada na independência de classe e na ação direta como método de organização.


Nesse sentido, sua fala reforçou que o Congresso não é apenas uma instância formal, mas um instrumento de consolidação de um projeto sindical que se diferencia da lógica de conciliação predominante em outras centrais. A dirigente também situou a CSP-Conlutas como um espaço que articula diferentes frações da classe trabalhadora, superando o recorte estritamente sindical e incorporando movimentos populares, organizações de base e setores oprimidos.


Atnágoras aprofundou essa linha, ampliando o debate para o plano estrutural. Ao tratar do VI Congresso, destacou o esforço de construção de uma alternativa política em um cenário adverso: “não é uma tarefa simples, porque nadar contra a maré […] não é tarefa simples”. A formulação sintetiza a leitura apresentada: a central atua em contraposição tanto à ofensiva da extrema direita quanto às limitações de projetos que operam dentro da lógica de conciliação de classes.


Sua exposição avançou para uma análise mais abrangente da crise capitalista, articulando precarização do trabalho, perda de direitos e reconfiguração do mercado laboral. Em um dos trechos mais incisivos, apontou o impacto direto dessa dinâmica sobre as novas gerações: “as pessoas estudam, se formam […] e quando consegue o emprego é de dois salários mínimo para baixo”. A crítica se conecta à ideia de que a deterioração das condições de vida alimenta a instabilidade social e abre espaço para o crescimento de saídas reacionárias.


Outro eixo central da fala foi a defesa da independência política do movimento sindical. Atenágoras foi categórico ao delimitar esse posicionamento: “independentemente da cor do governo […] lugar de sindicato […] é organizar a luta para enfrentar os que nos oprimem e os que nos exploram”. Trata-se de uma formulação que dialoga diretamente com o momento da greve dos(as) técnico-administrativos(as), marcada pelo enfrentamento a um governo que não cumpriu integralmente o acordo firmado.


A atividade, portanto, não se limitou a uma preparação formal para o Congresso. Funcionou como um espaço de elaboração política ancorado na realidade da greve, reforçando a leitura de que a construção de uma alternativa sindical passa necessariamente pela capacidade de enfrentar governos, patrões e as limitações impostas pelo modelo econômico vigente.

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