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Crise do governo foi combustível para os atos contra a Reforma no dia 22


Foi uma semana de turbulência para o governo e sua famigerada Reforma da Previdência, que busca restringir o direito à aposentadoria. O governo Bolsonaro registrou queda de popularidade de 15 pontos percentuais em apenas um mês. Rodrigo Maia, presidente da Câmara, bateu boca com Sérgio Moro, ministro da Justiça e Segurança Pública, sobre a colocação em pauta do pacote anticrime. A seguir, Maia se desentendeu com o presidente Jair Bolsonaro sobre o processo de aprovação da Reforma da Previdência. A "cereja no bolo" foram as prisões preventivas do ex-presidente Michel Temer e do ex-ministro Moreira Franco, que deixaram de "cabelo em pé" e muito preocupada a maioria dos deputados, fator que reduziu as chances de aprovação da Reforma. A crise envolvendo o governo e seus aliados na aprovação da Reforma da Previdência resultou em queda das bolsas e alta do dólar.

Todos esses elementos contribuíram para que os atos do dia 22 contra a Reforma da Previdência superassem as expectativas. Em São Paulo, uma multidão de 70 mil pessoas tomou a Avenida Paulista. Em Fortaleza, foram cerca de 30 mil pessoas nas ruas. O ato no Rio de Janeiro, que esteve até mesmo sob risco de ser desmarcado, reuniu cerca de 20 mil pessoas nas ruas, demonstrando que existe potencial de mobilização contra a Reforma. Na reunião que garantiu o ato, o SINTUFF esteve entre as entidades que batalharam pela realização do protesto. Na manifestação, o SINTUFF se fez presente com sua coluna e caminhou junto às demais categorias da Candelária à Central do Brasil, após realizar paralisação na universidade junto à ADUFF.

A possibilidade de construção da Greve Geral, que a exemplo de 2017, parecia algo distante no horizonte começou a ganhar fôlego. Metalúrgicos e metalúrgicas do ABC e trabalhadores de categorias como químicos, bancários e professores votaram, durante o ato do dia 22 em São Bernardo do Campo, pela realização da Greve Geral. Dirigentes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) já começaram a falar a público sobre a realização da Greve Geral, proposta que já era defendida pela Central Sindical e Popular - Conlutas (CSP-Conlutas). A posição do SINTUFF é pela convocação imediata da Greve Geral, aproveitando a crise em que se encontra o governo. O SINTUFF espera que as centrais realmente avancem nesse sentido e, caso seja marcada a Greve Geral, não recuem como fizeram por duas vezes em 2017 as maiores centrais.

Fotos: Zulmair Rocha

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by Marcello Bertolo

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