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Resumo de Tese ao IX CONSINTUFF: Combate Sindical



Ocupar as ruas por reajuste, revogação da EBSERH e em defesa do reposicionamento


Conjuntura

O SINTUFF esteve nas ruas e nas urnas pelo Fora Bolsonaro, pelo fim de um governo de extrema direita. A derrota do Bolsonaro refletiu quatro anos de mobilização, do tsunami da educação, das manifestações por vacina, emprego e auxílio. Nosso sindicato estimulou essas mobilizações que poderiam ter derrubado Bolsonaro antes, se houvesse maior empenho das maiores centrais e dos principais partidos de oposição pela construção dos atos.

Comemoramos a derrota de Bolsonaro, obtida apesar do uso ostensivo da máquina pública, das ações da PRF para reduzir o comparecimento e da coação patronal nas empresas. Além de repudiar essa extrema direita, precisamos enfrentá-los nas ruas, exigindo punição aos envolvidos em ações golpistas.

A derrota do Bolsonaro não pode servir para nos desmobilizar. Os pactos de Lula com Alckmin, os partidos do Centrão e setores do grande empresariado e do sistema financeiro, demonstram que uma adesão chapa branca ao novo governo acarretará em mais retirada de direitos. A FASUBRA está organizando caranavas para a posse de Lula. Somos contrários que o movimento sindical participe de atos com o único intuito de enaltecer o novo governo. É preciso ter independência política e unificar as lutas para cobrar do governo as nossas pautas. O que não impede repudiar e mobilizar contra ações antidemocráticas dos bolsonaristas.


HUAP

Na UFF a reitoria continua sua agenda de ataques. Reeleito, o reitor retoma sua política de multas contra o SINTUFF, cobrando alugueis astronômicos da antiga sede e da subsede e uma multa vultosa devido à luta do sindicato contra adesão à EBSERH. A realidade do HUAP se refletiu com 90% do hospital votando contra o reitor, comprovando que sempre esteve correto o SINTUFF travar a fundo a batalha contra a EBSERH. O reitor da UFSC reconheceu que houve piora com a adesão à EBSERH. Reportagem recente mostrou o caos no HU da UNIRIO. É uma empresa que está destruindo os hospitais.

Na pandemia, os servidores do HUAP dos grupos de risco só conseguiram preservar suas vidas por força de decisão judicial obtida pelo SINTUFF, contra a vontade da reitoria e da EBSERH. Essa decisão fez do HUAP um dos hospitais com menor índice de mortalidade de trabalhadores por Covid. O SINTUFF sempre esteve presente nas lutas em defesa do SUS, pelo Piso da Enfermagem, por insalubridade grau máximo, por condições de trabalho e EPIs.


Reposicionamento

O reitor volta suas baterias contra os aposentados, com o arbitrário corte do reposicionamento, passando por cima do direito de defesa e dos dispositivos existentes na lei que permitem arquivar esse processo. O reitor é implacável contra aposentados, mas nada faz contra a EBSERH pelo descumprimento de cláusulas do contrato com a UFF. Foi correto chamar a categoria a votar em massa contra essa reitoria que sempre pesa a mão contra o servidor.


Carga horária

Mesmo com todos os ataques, a reitoria foi obrigada a dar resposta à luta do sindicato pelas 30 horas e contra o ponto biométrico. Tiraram da cartola o programa de gestão. Muitos servidores estão aliviados por não terem que ir à UFF todos os dias e não ter que colocar o dedo na biometria. Contudo, esse programa segue desigual. Enquanto uma parte ganhou o direito de se livrar do ponto eletrônico, outros seguem na biometria porque a chefia resolveu não aderir. Além disso, o chefe pode retirar o servidor do programa quando quiser, o que intensifica a pressão e o assédio moral.


Por sindicato de luta, atuante e sem paralisia

O SINTUFF é um sindicato atuante contra os ataques do governo e da reitoria, nas lutas das mulheres, antirracista, de LGBTQIA+, da educação e da saúde. Um sindicato que publica suas contas com transparência, para seguir investindo nas demandas da categoria.

O CONSINTUFF deve servir para o sindicato aprovar resoluções que deem respostas aos anseios da categoria. É preciso fortalecer o sindicato, lidar com as divergências, mas sem que as diferenças sejam usadas para paralisar a entidade.

Infelizmente, as chapas minoritárias pouco participam das lutas, gastam mais tempo com acusações sem provas e usam seus cargos para tumultuar as reuniões de diretoria e dificultar que o sindicato funcione.

A oposição reclama das finanças, mas tentaram impedir todas as medidas que trouxeram cerca de 40 mil reais de economia mensal ao SINTUFF. Não filiam ninguém e estimulam desfiliações com brigas frequentes e ataques irresponsáveis. Lamentavelmente, jamais gastaram a mesma energia para enfrentar Bolsonaro e o reitor.

No HUAP, enquanto atacam o SINTUFF, essas chapas são recebidas com facilidade pela EBSERH, que sempre se recusou a qualquer negociação com o sindicato. Assim, a EBSERH deslegitima o SINTUFF para facilitar mais ataques, com a cumplicidade desses setores que nada conquistam com essas reuniões paralelas ao sindicato.

O IX Congresso do SINTUFF será fundamental para aprovar mudanças estatutárias que ajudem o sindicato a tocar as lutas, construir a unidade e desmonar métodos que tem o intuito de paralisar o SINTUFF, estimular insatisfação contra o sindicato e capitalizar para uma oposição ausente das lutas.

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