Assembleia define rumos da luta contra o Future-se e pela jornada de 30 horas

03/09/2019

O SINTUFF realizou a primeira Assembleia Geral após a posse da nova gestão. Mais de 100 companheiros se fizeram presentes, mesmo com a imposição do ponto eletrônico pela reitoria, cujo modelo tem sido utilizado para dificultar a participação dos técnico-administrativos nas atividades sindicais. Assim como na Greve Nacional da Educação, novamente a categoria teve uma boa participação.

Após o primeiro ponto no qual se debateu a conjuntura e o Future-se, foi aprovado um conjunto de resoluções e foram eleitos delegados do SINTUFF à Plenária da FASUBRA. Foram inscritas duas chapas. A Chapa 1 (Ocupar as ruas) obteve 57 votos e a Chapa 2 (Em defesa da democracia) angariou 24 votos.

O ponto a seguir debateu a pauta interna da categoria, aprovando um conjunto de resoluções sobre a luta pelas 30 horas, contra o ponto eletrônico, em defesa do reposicionamento dos aposentados, entre outros temas. Confira as resoluções aprovadas:

 

Conjuntura

- Que o SINTUFF se some às lutas gerais e unitárias contra o governo Bolsonaro.

- Que o SINTUFF se some à campanha em defesa da Amazônia, dos atos que estão sendo agendados e indicar à reunião da Coordenação do SINTUFF a realização de um debate com a temática ambiental.

- Manter a denúncia da Reforma da Previdência, chamando a pressão sobre os senadores, aproveitando o momento de crise política. Exigir que as centrais rompam o silêncio, o imobilismo e construam mobilizações unificadas, inclusive nas datas de votação.

- Rejeição integral ao FUTURE-SE, sem negociação. Que a UFF rejeite o projeto integralmente, sem manobras como ocorreu na aprovação da EBSERH.

- Por uma reunião urgente da FONASEF, das entidades do serviço público, para construir uma campanha unificada contra o projeto que permite redução de salário do funcionalismo.

- Que a FASUBRA abra discussão sobre a necessidade de uma greve unificada da educação federal.

- Que FASUBRA, ANDES-SN e UNE realizem plenária nacional unificada para construir a luta contra o FUTURE-SE, o corte de verbas e as intervenções antidemocráticas do governo nas IFEs.

- Moção de apoio ao acampamento unitário na UFCE contra o interventor indicado pelo governo.

- Por uma campanha de denúncia nacional de todos os reitores que declararem apoio ao FUTURE-SE e exigência aos que não se manifestaram para que declarem seu repúdio ao programa. Exigir que o reitor da UFF saia do muro e siga a posição aprovada de forma unanime pelo CUV de repúdio ao FUTURE-SE.

 

Pauta interna

- Prioridade máxima na construção do ato unificado no CUV contra o FUTURE-SE, pela regulamentação das 30 horas para todos da UFF, contra a implantação do ponto eletrônico, em defesa do reposicionamento dos aposentados, pelo cumprimento da decisão do CUV que abona o dia 13/8 para docentes e técnico-administrativos e pelo abono global do dia 20/8, do incidente na ponte, sem compensação de horas como exige a reitoria em nota.

- Realização de um Seminário sobre flexibilização da jornada de trabalho e ponto eletrônico no dia 12/09/19

- Panfletagem e exibição de cartazes nas entradas dos campi denunciando a política da reitoria de punir os técnico-administrativos que paralisaram no dia 13/8 e os que não conseguiram chegar ao trabalho no dia 20/8, assim como pressionando os diretores a abonar as duas datas.

- Confeccionar uma carta à comunidade universitária exigindo posição do reitor contrária ao FUTURE-SE, denunciando o programa do governo e os ataques que o reitor tem promovido sistematicamente contra o segmento técnico-administrativo da UFF, chamando a luta unificada de todos contra os ataques do governo e solidariedade à nossa categoria frente às perseguições da reitoria.

- Que o SINTUFF realize reuniões nos locais de trabalho, com foco nas filiações, no livre direito de organização e mobilização sindical, assim como de participação em eventos e atividades sindicais, fazendo um levantamento dos problemas do ponto eletrônico, da falta de condições de trabalho e organizando a operação-padrão.

- Fortalecer a publicidade ao tema do não pagamento do adicional de insalubridade e da ameaça de corte salarial relativa ao reposicionamento de cerca de 1200 aposentados.

- Repúdio à EBSERH pela tentativa de corte nos salários de trabalhadoras do HUAP, dentre as quais coordenadoras do sindicato, que teriam seus vencimentos cortados integralmente ou parcialmente, mesmo tendo trabalhado e as chefias estarem cientes.

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