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Surto de COVID no HUAP evidencia má gestão da EBSERH

Alegando a redução dos casos de Covid, a direção do Hospital Universitário Antonio Pedro (HUAP) agiu como se a pandemia tivesse acabado. Agora, o HUAP atravessa uma nova alta dos casos, que contraria as recentes políticas adotadas pela direção do hospital. Nesse cenário, a "saída" que vem sendo ventilada, devido aos muitos afastamentos decorrentes do surto de COVID-19, é a suspensão de folgas a que os trabalhadores têm direito.

A gestão da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) rescindiu contratos emergenciais para COVID-19, retomou a cobrança do ponto biométrico e realizou uma política de retorno de forma intempestiva. Ao longo de anos, a reitoria da UFF desapareceu com as vagas de concursos públicos para reposição de aposentadorias e a EBSERH não cumpre com a contratação de pessoal prevista no contrato.

A política de gestão da EBSERH é jogar trabalhadores da empresa contra servidores estatutários (através de tratamento diferenciado), servidores ativos contra afastados. Assim, a direção do HUAP baliza a gestão de pessoas pelo método do conflito e do assédio moral, numa tentativa de se esquivar de culpa pelos graves problemas atravessados pelo HUAP. A culpa pela sobrecarga de trabalho, pela falta de pessoal, não é dos servidores que estavam afastados. A culpa é da reitoria que deliberadamente não abre vagas de concurso público para o HUAP. A culpa é da EBSERH que dispensou os contratos emergenciais da pandemia. EBSERH e reitoria jogam nas costas dos servidores o preço a pagar pela incompetência e má gestão de ambos.

O SINTUFF exige da reitoria a realização de concursos públicos para as vagas derivadas de aposentadorias. Cobramos que a reitoria e o Conselho Universitário suspendam imediatamente a cobrança do antissanitário e anti-higiênico ponto biométrico. O sindicato denuncia o tratamento diferenciado aos servidores do HUAP, que já foram excluídos covardemente do direito ao recesso de final de ano e agora estão sob ameaça de perder suas folgas para pagar pela incompetência dos gestores. É preciso que a reitoria de imediato intervenha para garantir tratamento isonômico aos servidores do hospital e que o Conselho Universitário aprove resoluções que resguardem os técnico-administrativos de tantos ataques e riscos propiciados pela incompetência dos gestores.



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