Solidariedade a Zé Maria! A defesa do povo palestino não pode ser silenciada
- SINTUFF

- 29 de abr.
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Atualizado: 4 de mai.
O SINTUFF manifesta seu apoio a José Maria de Almeida, dirigente do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), diante da condenação a dois anos de prisão domiciliar por manifestação em defesa do povo palestino. A decisão representa um grave ataque às liberdades democráticas e um precedente preocupante de criminalização da opinião política e da solidariedade internacional.
A condenação se insere em um cenário mais amplo de perseguição e tentativa de silenciamento de vozes que denunciam a realidade enfrentada pelo povo palestino. O uso do aparato judicial como instrumento para conter posicionamentos políticos críticos revela uma escalada de constrangimentos ao debate público e à livre manifestação.
A defesa do povo palestino, submetido historicamente à ocupação, à segregação e à violência, constitui uma posição política legítima e necessária. Denunciar violações de direitos humanos e crimes contra populações não pode ser tratado como ilícito, sob pena de se institucionalizar a censura e restringir o direito à crítica.
A punição a José Maria de Almeida ultrapassa o caso individual e aponta para um movimento mais amplo de criminalização de quem se posiciona contra injustiças. Nesse mesmo sentido, iniciativas legislativas como o projeto apresentado por Tabata Amaral, ao ampliar a tipificação de antissemitismo, vêm sendo apontadas como ferramentas para restringir críticas ao apartheid, ao genocídio e a crimes contra a humanidade atribuídos ao Estado de Israel, reforçando um ambiente de intimidação política. A defesa do povo palestino frente à opressão promovida pelo Estado de Israel é, sobretudo, uma luta antirracista frente a um estado teocrático e racista.
O SINTUFF repudia a condenação e se coloca em solidariedade a José Maria de Almeida, reafirmando a defesa das liberdades democráticas e do direito de denunciar violações e de se posicionar ao lado de povos oprimidos.
Defende-se a construção de uma ampla campanha unificada, em âmbito nacional e internacional, que combine manifestações públicas, atos de rua, mobilização permanente e pressão política efetiva pela revogação da condenação, articulando entidades, movimentos e organizações para barrar a criminalização das lutas e impor a reversão dessa medida.





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