Solidariedade à Flotilha Global Sumud e pela libertação imediata dos(as) ativistas
- SINTUFF

- 30 de abr.
- 2 min de leitura
O SINTUFF manifesta sua mais firme solidariedade aos(às) ativistas da Flotilha Global Sumud, alvo de uma ação violenta e ilegal promovida por forças navais de Israel em águas internacionais, nas proximidades da ilha de Creta, nesta quarta-feira (29).
Trata-se de um episódio grave, que evidencia a escalada de ações contra civis desarmados que atuam em missões humanitárias. A interceptação das embarcações, com uso de força militar, apontamento de armas, interferência em comunicações de emergência, destruição de equipamentos e sequestro de participantes, configura uma violação direta do direito internacional e das garantias mínimas de proteção à vida.
Relatos da própria organização indicam que, além da captura de parte dos(as) ativistas, outras embarcações foram deixadas à deriva, sem condições de navegação, em meio a condições climáticas adversas. A combinação de sabotagem e abandono em alto-mar agrava ainda mais a gravidade da ação, expondo deliberadamente civis a risco extremo.
A ofensiva contra a Flotilha ocorre em um contexto mais amplo de bloqueio e violência sistemática contra o povo palestino. Ao atacar uma missão humanitária em águas internacionais, o Estado de Israel amplia o alcance de sua política de coerção, ultrapassando fronteiras e atingindo cidadãos(ãs) de diferentes nacionalidades.
Diante desse cenário, o silêncio de governos e organismos internacionais contribui para a normalização de práticas que atentam contra direitos fundamentais. A ausência de respostas concretas reforça um ambiente de permissividade que coloca em risco qualquer iniciativa de solidariedade internacional.
É necessário que da parte do governo Lula haja uma atuação firme por meio do Itamaraty, com a adoção de todas as medidas diplomáticas cabíveis para garantir a localização, proteção e libertação imediata dos(as) ativistas sequestrados(as), incluindo brasileiros(as), se houver. A defesa da integridade física e dos direitos desses(as) cidadãos(ãs) não pode ser postergada.
Ao mesmo tempo, é fundamental ampliar a mobilização e a pressão política, em âmbito nacional e internacional, para denunciar essa ação, exigir responsabilização e interromper a escalada de ataques contra civis.
O SINTUFF se soma às vozes que denunciam essa violação e reafirma a necessidade de fortalecer a solidariedade entre os povos, como instrumento de enfrentamento às políticas de violência e cerco humanitário.




Comentários