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Repúdio ao governo de Pernambuco pela repressão policial ao 29M



O 29M em Pernambuco ficou marcado não apenas pela passeata vitoriosa do Fora Bolsonaro, mas também pela violenta repressão, cuja brutalidade acarretou que a vereadora Liana Cirne (PT) sofresse uma agressão de spray de pimenta nos olhos pela Rádio Patrulha e, principalmente, nos tiros da Tropa de Choque nos olhos de dois trabalhadores (Daniel Campelo da Silva e Jonas Correia de França) – ambos não participavam da manifestação – que acabaram perdendo parte da visão.


Pernambuco foi o único lugar do país onde o ato pelo Fora Bolsonaro foi duramente reprimido pela PM. O governo estadual tentou esvaziar o protesto através de uma nota do Ministério Público de Pernambuco recomendando o cancelamento da atividade, mas o ato foi mantido apesar dessa tentativa de desmonte. No mesmo dia do ato, o governador Paulo Câmara (PSB) deu uma declaração afirmando não ter dado ordem para que a Tropa de Choque e a Rádio Patrulha cometessem tais agressões. É fundamental a identificação e a punição dos envolvidos, coisa que ainda não aconteceu. Mesmo que a ordem não tenha partido diretamente do gabinete do governador, a responsabilidade pela tragédia de Daniel Campelo e Jonas Correia terem perdido parte da visão é também do governo de Paulo Câmara, pelo fato deste ter autorizado um forte aparato policial para intimidar o ato.


Em nota, o Sindicato dos Professores da Rede Municipal do Recife, filiado à CSP-Conlutas, destacou que “o governo Paulo Câmara orquestrou uma violência policial truculenta contra manifestantes que participaram do ato contra Bolsonaro e seu desgoverno genocida. Contraditoriamente, o mesmo governo do PSB esteve promovendo dezenas de atividades com aglomerações nas eleições em 2020, quando o partido elegeu João Campos com apoio do PCdoB, que desmobilizou o ato hoje. O governo de Pernambuco também nunca tomou nenhuma medida truculenta contra atos bolsonaristas realizados na orla de Boa Viagem, onde muitos manifestantes sequer usavam máscaras de proteção e respeitavam o distanciamento”.


O SINTUFF se solidariza a Daniel Campelo da Silva e Jonas Correia de França e manifesta repúdio ao governo do Estado de Pernambuco e à Polícia Militar pela repressão violenta às manifestações de 29 de maio em Recife. Exigimos punição aos responsáveis.