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O ponto eletrônico não acabou, basta de mentiras da reitoria

Atualizado: 15 de jun.



O reitor Antonio Claudio da Nóbrega anunciou como parte de sua campanha eleitoral “o fim do ponto eletrônico” e alardeou a medida como “grande conquista dos(as) técnicos(as)”. Essa propaganda causa profunda indignação, pois foi o reitor Antonio Claudio que impôs o ponto biométrico. É absolutamente indigno alardear como “conquista” acabar com algo que foi o próprio reitor que impôs. Além disso, trata-se de informação falsa que visa confundir a comunidade universitária. Não existe nenhuma norma ou portaria da reitoria extinguindo o ponto eletrônico.


Depois da categoria ter sido enganada em 2018, com uma promessa eleitoral de “segurança jurídica” para as 30 horas por parte do atual reitor, quatro anos depois a mesma prática se repete, com falácias eleitoreiras para enganar o segmento técnico-administrativo. O SINTUFF não vai admitir esse tipo de conduta e denunciará de forma veemente toda notícia falsa que cause estelionato eleitoral.


O ponto eletrônico não acabou


A reitoria não acabou com o ponto eletrônico como apregoa a campanha do atual reitor, candidato à reeleição. A Instrução Normativa (IN) 21 da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (PROGEPE) afirma que o “registro do comparecimento ao trabalho presencial no Sistema Velti poderá ser realizado até o dia 30 de junho de 2022”. Ou seja, após o dia 30/6, os servidores voltam a bater o ponto eletrônico. No HUAP, o controle de biometria está em funcionamento. Estarão isentos do ponto eletrônico somente os servidores que conseguirem ingressar no Programa de Gestão da reitoria, cuja adesão não é “voluntária”, como afirma a propaganda eleitoral do atual reitor.


Em debate, reitor diz que ponto biométrico não vai acabar


Durante o último debate entre as chapas das eleições para reitoria (13/6), no Campus Gragoatá, um servidor técnico-administrativo perguntou se "quem não aderir ao Programa de Gestão continuará batendo ponto biométrico"? O reitor Antonio Claudio, candidato à reeleição, respondeu que "quem não está no Programa de Gestão tem que se submeter, infelizmente, a essa desgraça".


Essa resposta reafirma a denúncia que o SINTUFF havia feito de que é mentira o anúncio do "fim do ponto eletrônico" feito pelo reitor em seus materiais de campanha.

Da mesma forma, a resposta do reitor no debate desmente suas publicações de campanha onde afirmava que outro sistema seria instalado, não biométrico. O ponto eletrônico não acabou e é resultado de um documento produzido pelo superintendente do HUAP, Tarcísio Rivello, que provocou o Ministério Público pela instalação de controle eletrônico de frequência. E, pela fala do reitor, o ponto biométrico continuará sendo cobrado.


Adesão ao Programa de Gestão não é “voluntária”


A adesão ao programa de gestão da reitoria não é “voluntária” como diz de forma inverídica a reitoria da UFF. A entrada no Programa depende do consentimento de chefias e direções de unidade, que tem o poder de decidir se haverá adesão ao programa no setor ou unidade que dirigem, qual servidor está apto a essa adesão e quem será mantido após uma enxurrada de avaliações de produtividade. Quem estiver fora do programa de gestão vai seguir tendo que bater o ponto eletrônico. Portanto, o ponto eletrônico não acabou, ele segue existindo, e é dever do SINTUFF informar a categoria que se trata de propaganda enganosa.


Várias direções de unidade, colegiados e chefias da UFF tem manifestado que não pretendem ou não vão aderir ao Programa de Gestão. É prova irrefutável que a adesão “voluntária” do servidor não existe e é apenas uma falácia eleitoral.


Fim do ponto biométrico já!


O SINTUFF exige o fim imediato do ponto biométrico para toda a UFF, incluindo o Hospital Universitário Antonio Pedro, e que o outro modelo mais flexível seja instituído em cumprimento à decisão judicial que obriga a universidade a ter ponto eletrônico.


A categoria precisa ir às urnas


O SINTUFF valoriza o debate de ideias entre as chapas, com as distintas opiniões e visões de universidade, mas repudia o uso eleitoreiro de notícias falsas para enganar e ganhar votos. Convocamos a categoria a comparecer às urnas massivamente e garantir um grande peso eleitoral ao segmento técnico-administrativo na eleição para reitoria, de forma a combater todo tipo de ataques e falácias que prejudiquem o segmento técnico-administrativo.