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Grito foi contraponto aos atos autoritários no Dia da Independência


Ato do Grito no Centro do Rio de Janeiro

O Grito das pessoas excluídas ecoou no dia 7 de setembro em diversas partes do país, mobilizando movimentos sociais, sindicatos, partidos de esquerda e movimentos de juventude. Os atos serviram de contraponto às manifestações de viés autoritário e antidemocrático em apoio a Bolsonaro.

Em Niterói, houve uma concentração em frente à Câmara Municipal, de onde a militância caminhou até as Barcas. Uma das razões para marcar posição pela realização de um ato em Niterói, já que também houve outro ato no Centro do Rio de Janeiro, foi o combate aos ataques e o descaso da prefeitura de Axel Grael contra diversas categorias. Estiveram presentes SINTUFF, ADUFF, Associação de Servidores da Saúde, SINDSPREVE, SEPE, entre diversos outras organizações e movimentos.

Os servidores da saúde e da previdência social protestavam em defesa do SUS, contra a precarização do trabalho, por concurso público e por reajuste salarial. Profissionais da Educação do município estão em greve e pleiteiam reajuste salarial correspondente ao Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério Público da Educação Básica. A proposta da prefeitura está muito aquém do piso.


Ato do Grito em Niterói (Foto: Glauco Oliveira)


O que é o Grito?


O Grito das Excluídas e dos Excluídos é um conjunto de manifestações populares que ocorrem no Brasil, desde 1995, ao longo da Semana da Pátria, que culminam com o Dia da Independência do Brasil, em 7 de setembro. Estas manifestações têm como objetivo abrir caminhos às pessoas excluídas da sociedade, vítimas da pobreza, da exploração, do machismo, do racismo, da LGBTQIA+fobia, do capacitismo e denunciar os mecanismos sociais de exclusão.

Um tradição que se mantém ao longo de quase duas décadas e que se torna cada vez mais necessária e pertinente à medida que o bolsonarismo e a ultradireita tentam aparelhar o feriado de 7 de setembro para suas finalidades antidemocráticas e reacionárias.


Grito das Excluídas e dos Excluídos no Rio


A manifestação do Grito percorreu o Centro do Rio de Janeiro, tendo como um dos focos principais os 125 milhões de brasileiros que convivem com um algum grau de insegurança alimentar no país. No Estado do Rio, há registro que 2,8 milhões de pessoas estão passando fome.

Enquanto o Grito ocorria pela adesão dos movimentos sociais, populares, estudantil e sindical, Bolsonaro abusava do poder econômico utilizando dinheiro público para aparelhar a data de independência e transformar os festejos oficiais do 7 de setembro em palanque eleitoral de sua candidatura à reeleição, fato até o momento tratado com complacência pela justiça eleitoral.

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