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Governo quer transformar reajuste de 5% em aumento do vale-alimentação

Servidores públicos federais exigem 19.99% de reajuste salarial


Urge necessidade de intensificar a campanha salarial. A proposta inicial do governo de 5% de reajuste linear para todas as categorias do serviço público não repõe nem 1/4 da inflação acumulada durante o governo Bolsonaro. Não há negociação em curso e o governo federal não garante sequer esse percentual anunciado. Agora, Bolsonaro já fala em converter os 5% em aumento do vale-alimentação, uma proposta que não comporia o vencimento básico e, portanto, não se estenderia a aposentados e pensionistas. Em meio ao disparo de preços dos itens da cesta básica, da conta de luz, do gás de cozinha e dos combustíveis, os servidores públicos federais permanecem com seus salários congelados e consumidos pela inflação.

Além disso, sob alegação de garantir os escassos 5% de reajuste salarial, agora convertidos em aumento do vale-alimentação, o governo Bolsonaro bloqueou as verbas de diversas áreas do serviço público, entre elas os recursos de custeio e manutenção das universidades federais. Ou seja, é a política do “cobertor curto” para o serviço público, enquanto os bancos, o agronegócio, os grandes empresários e a base parlamentar de Bolsonaro seguem aquecidos embaixo das asas das contas públicas.

As categorias do serviço público federal defendem de forma unificada um reajuste salarial emergencial de 19,99% para repor as perdas inflacionárias acumuladas durante os mais de três anos de governo Bolsonaro. É preciso construir unificar as categorias em uma forte mobilização no mês de junho para arrancar o reajuste, com paralisações, atos de rua e a construção de uma greve unificada.

A última Assembleia do SINTUFF (30/5) aprovou uma grande colagem de cartazes pelos campi e unidades, assim como circulação de carro de som, informando sobre a campanha salarial. Também foi deliberado que o sindicato defenda junto à FASUBRA, às entidades nacionais da educação Federal e ao Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (FONASEFE), posição pela construção da greve unificada. O SINTUFF deliberou ainda ser parte da construção do Ocupa Brasília, dia 14/6, mais uma atividade de pressão unificada pelo reajuste emergencial.

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