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Brasil em colapso: Bolsonaro promove genocídio deliberado


No dia 1º de janeiro, o Brasil ultrapassava as 195 mil mortes por COVID-19. Até o dia 9 de março, apenas 69 dias depois, mais 73 mil pessoas morreram, das quais mais de 10 mil na primeira semana de março. Uma reportagem do jornal Valor Econômico revelou que a cúpula do Ministério da Saúde espera uma explosão de casos e mortes no período. Os óbitos já bateram a marca dos 3 mil em um único dia e mais de 15 mil em uma semana.

O sistema de saúde do Brasil está em colapso. De norte a sul do país, os exemplos de falta de leitos de UTI, medicamentos e oxigênio se proliferam, enquanto contêineres são colocados na frente de hospitais para acomodar os cadáveres. A tragédia de Manaus que chocou o Brasil em janeiro, pode se repetir em várias cidades, incluindo as capitais mais ricas como São Paulo e Rio de Janeiro. Isso significa que pacientes que precisarem de um leito de UTI, mesmo por outro problema de saúde, poderão morrer por falta dele.

Diante de tudo isso, Bolsonaro ainda minimiza a pandemia e debocha das vítimas. “Chega de frescura, de mimimi. Vão ficar chorando até quando?”. Foi isso que Bolsonaro falou sobre as mais de 260 mil mortes registradas no dia 5 de março.

A recente troca do ministro da saúde (a terceira, desde o início do mandato), acusado de negligência no combate à pandemia, não configura nenhuma mudança na forma de condução da crise. Se restava alguma dúvida, as primeiras declarações do atual ministro, Marcelo Quiroga, deixam isso nítido. Em sua apresentação como ministro, Quiroga afirma que fará uma gestão de continuidade e não de ruptura em relação a seu antecessor, Eduardo Pazuello, e que a política de saúde continuará a ser definida pelo presidente, sendo ele apenas um executor.

Mas não fica apenas na omissão e na inoperância perante a pandemia. Bolsonaro se coloca ativamente contra qualquer medida que vise frear a pandemia e proteger o trabalhador. Recentemente, entrou com uma ação no STF pedindo a suspensão de decretos de estados e do Distrito Federal que impunham medidas para aumentar o isolamento social. Mesmo sabendo que há pouca chance da ação ser aceita, essa é mais uma forma de Bolsonaro se posicionar contra qualquer medida de distanciamento social.

Bolsonaro faz um discurso hipócrita de lutar contra as medidas de isolamento para defender os empregos e a economia. Porém, fez de tudo para reduzir o auxílio emergencial, tão importante para os trabalhadores informais e desempregados se manterem durante a pandemia. O desemprego nunca foi tão grande e cada vez mais trabalhadores passam fome. A vacinação avança a passos de tartaruga. Até o dia 19 de março, menos de 2% da população havia sido imunizada com as duas doses.

Para deter esse verdadeiro genocídio, é preciso organização e luta coletiva. O SINTUFF faz um chamado para que as direções dos movimentos sindicais e populares do país construam em unidade um calendário nacional de lutas em torno de medidas urgentes como: lockdown por 21 dias para barrar ao avanço do vírus; não retorno às aulas presenciais enquanto não se controlar a pandemia; reestabelecimento imediato do auxílio emergencial; um plano nacional de vacinação que garanta vacina para todos; quebra das patentes e investimento na produção nacional de vacinas; incorporação dos leitos privados ao SUS, com adoção de fila única; suspensão do pagamento da dívida pública e taxação das grandes fortunas, no intuito que haja dinheiro para implementar essas medidas.

Nesse momento, Bolsonaro é o maior militante a favor do vírus. Seu governo de morte é um obstáculo para a vacinação e ao controle da pandemia. Só a luta e a mobilização botarão abaixo esse governo genocida. Tirá-lo de lá é condição fundamental para enfrentar a pandemia e salvar vidas. Fora Bolsonaro e Mourão já!

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