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Bolsonaro, um presidente brochante e misógino


Bolsonaro com o presidente da CEF, acusado de assédio sexual

É nítido o desprezo, a grosseria e o deboche com o qual Bolsonaro trata as mulheres, o que inclui até mesmo sua esposa e suas aliadas. Recentemente, em pleno debate na TV Bandeirantes, Bolsonaro ofendeu a jornalista Vera Magalhães, com uma fala misógina no intuito de desqualificar a pergunta que lhe foi oferecida pela profissional de comunicação. Bolsonaro afirmou que a jornalista era “mentirosa” e chegou a ironizar que ela seria “apaixonada” por ele.

Em entrevista para a Jovem Pan, ao ser questionado sobre as suspeitas relacionadas à compra de imóveis em dinheiro vivo, Bolsonaro acusou a jornalista Amanda Klein de ser leviana e a retrucou afirmando que o marido da mesma era seu eleitor, transparecendo que em seu raciocínio Amanda deveria ser submissa às opiniões de seu cônjuge.

Enquanto milhões de brasileiros passam fome e vivem em situação de insegurança alimentar, o centro da fala de Bolsonaro em seus comícios ilegais e antidemocráticos no 7 de setembro foi exaltar sua própria masculinidade bradando ser “imbrochável”. Uma cena vexatória que reforça o machismo exacerbado do presidente da República. Em outras oportunidades, Bolsonaro já fez falas constrangedoras que insinuavam sobre a vida íntima com a primeira-dama Michelle Bolsonaro, alçada à função de principal cabo eleitoral no intuito de reduzir a alta rejeição do presidente junto ao eleitorado feminino.

O discurso misógino ainda culmina com um chamado à comparação entre Michelle e Janja, esposa do ex-presidente Lula, utilizando mais uma vez do velho expediente machista de homens colocando mulheres em situação de competição. E por fim, o presidente recomenda a homens solteiros que procurem uma princesa para casar, um discurso que visa a objetificação e secundarização do gênero feminino perante os homens.


Governo Bolsonaro aprofundou desmonte de políticas para as mulheres


Desde que Bolsonaro assumiu a presidência, além de aprofundar o corte de investimentos em políticas públicas para mulheres, instituiu um desmonte dessas políticas, diluindo as mesmas em programas para a família. Entre as políticas públicas prejudicadas estão os programas de ajuda a vítimas de violência no lar.

Nos anos de 2019 e 2020, a maior parte do combalido orçamento destinado às políticas para as mulheres foi direcionado a serviços de telefonia responsáveis pelos canais de denúncia. Não sobrou praticamente nada para o efetivo acolhimento de mulheres vítimas de agressões.

Nesse processo, Bolsonaro contou com o apoio de sua ex-ministra Damares Alves, recentemente licenciada para concorrer ao senado federal, que operou esse desmonte orçamentário.

A aparição de mulheres em papel de destaque como cabos eleitorais de Bolsonaro tem o papel utilitarista de tentar melhorar a imagem do candidato perante as mulheres. Contudo, nada mudou em sua política e sua misoginia, o que reforça a importância das mulheres se mobilizarem contra Bolsonaro, suas ideologias e medidas machistas. A luta pela erradicação dos feminicídios, contra a cultura do estupro e toda violência de gênero passa pela derrota de Bolsonaro e seus aliados.

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