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Audiência junto à PROAES busca consenso sobre Restaurante Universitário



Servidores do Restaurante Universitário (RU) e do Comando Local de Greve (CLG) do SINTUFF estiveram em audiência de negociação (26) junto à Pró-reitoria de Assuntos Estudantis (PROAES). Proposta pelo sindicato, a reunião teve por objetivo debater a demanda da reitoria pelo funcionamento parcial do RU durante a greve. Na interpretação da Administração Central da UFF, o RU é um serviço essencial assegurado pela Lei de Greve, por se tratar de alimentação. O Comando Local de Greve entende a importância do RU, sua relevância especialmente aos estudantes em situação de vulnerabilidade econômica, mas frisa que alimentação não é uma atividade-fim da UFF. Portanto, uma classificação como serviço essencial não se enquadra de maneira generalista ao contexto da universidade.


Apesar da discordância com a intepretação da reitoria acerca da Lei de Greve, o sindicato tem absoluta sensibilidade em relação à permanência dos estudantes. De imediato, o CLG acordou junto ao setor a produção de refeições diárias destinadas a abranger 100% residentes da Moradia Estudantil, por entender que o não fornecimento dessa alimentação resultaria em insegurança alimentar a esses estudantes. É sob este marco, do que genuinamente é essencial, que o SINTUFF busca dialogar com a reitoria, no sentido de evitar prejuízos irreversíveis, mas igualmente de forma a assegurar o direito democrático de greve dos servidores do RU.


O SINTUFF sempre dedicou máximos esforços em defesa da universidade pública, do orçamento para as Instituições Federais de Ensino Superior (IFES), e está de forma constante e histórica ao lado dos estudantes, do DCE-UFF, de CAs e DAs, nas mobilizações por assistência ao estudantil. A verdadeira ameaça ao funcionamento do RU não é a greve e sim os recorrentes e severos bloqueios no orçamento das universidades. Inclusive foi um movimento de greve, em 2005, que conquistou a reabertura do bandejão (na época fechado pela reitoria) e estabeleceu, por decisão do Conselho Universitário (CUV), a manutenção do preço da refeição em R$ 0,70, sem necessidade de reajuste pela inflação, resolução esta que perdura até os dias de hoje, quase vinte anos depois.


Movimento estudantil, movimento sindical e reitoria precisam unir esforços na cobrança enérgica ao governo federal para que haja recomposição orçamentária, por verbas para a assistência estudantil, para que a universidade tenha condições manter e ampliar o que a reitoria, no momento, classifica no rol de serviços essenciais. É por esse entendimento, que apesar do transtorno causado, a greve tem recebido apoio político e público do movimento estudantil, assim como compreensão e solidariedade da ampla maioria dos estudantes, não sendo identificadas maiores animosidades do segmento discente em relação ao movimento de greve.


Frisamos ainda que a reitoria precisa estar ciente que o RU, quando em pleno funcionamento, produz uma quantidade de refeições muito acima do que seria sua adequada capacidade. A demanda da gestão ao movimento de greve, pelo funcionamento do RU, ainda que parcial, deveria ter como antecedente a ampliação dos espaços físicos para a produção das refeições; a manutenção, a renovação e o aumento da quantidade de equipamentos; e novas vagas de concurso público, no intuito de ampliar a força de trabalho responsável pela organização do setor. Haverá cobrança constante à administração central para que seja mantida coerência em relação à exigência enfática feita ao corpo de servidores do RU durante a greve.


É importante mencionar que, ao longo da história, em todas as greves, jamais o Restaurante Universitário da UFF esteve em funcionamento. A atual reitoria (2018-2026) foi a primeira a enfatizar essa pauta, tendo em vista que todas as administrações anteriores aceitaram o direito integral de greve dos servidores do RU.


Na audiência, a reitoria propôs o “funcionamento do Restaurante Universitário de segunda a quinta-feira em apenas um turno”. O Comando Local de Greve junto a servidoras e servidores do RU, à luz dos dados apresentados pela PROAES, se reunirá nos próximos dias no escopo de construir um consenso com a administração central da universidade na próxima audiência, marcada para o dia 1º de abril.


Por fim, lembramos que há iminência de deflagração da greve do segmento docente, com data indicativa para o dia 15 de abril. A Assembleia mais recente da ADUFF aprovou a construção da greve. Nesse sentido, entendemos que uma conciliação envolvendo CLG, PROAES, reitoria e os servidores do setor, na próxima segunda-feira (1), precisa considerar que qualquer padrão de funcionamento do RU a ser estabelecido no cenário atual se modifica em caso de efetivação da greve docente.


Estimamos todos os espaços e pontes de diálogo construídos até aqui entre a administração central e o Comando Local de Greve, assim como o apoio público desta reitoria às pautas e reivindicações do movimento grevista. Prezamos para que a resolução das discordâncias permaneça no âmbito interno e administrativo, envolvendo sindicato, servidores, reitoria, pró-reitorias, direções de unidade, chefias, conselhos superiores e demais instâncias da universidade.

 

Cordialmente,


Comando Local de Greve

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