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Atividade unificada defende reajuste salarial e critica arcabouço fiscal

Atualizado: 13 de set. de 2023


SINTUFF na atividade unificada. Foto: Jesiel Araujo

SINTUFF, SINTUFRJ, SINDSEP-RJ, ADUFF, SINDSCOPE e outras entidades que compõem o Fórum Unificado de Servidores no Rio de Janeiro realizaram uma atividade política (30/8) na Praça XV de diálogo com a população e construção da campanha salarial. O foco da atividade foi a denúncia do arcabouço fiscal, medida neoliberal de corte de investimentos públicos que agora orienta a pauta orçamentária do país. Foi feita uma agitação na caixa de som e milhares de panfletos foram entregues aos transeuntes que caminhavam em direção às barcas.


Governo apresenta proposta irrisória


O governo Lula apresentou uma reserva irrisória do orçamento, no valor de R$ 1,5 bilhão, para tratar de toda a pauta das categorias do serviço público federal. Isso inclui carreiras, equiparação de benefícios e recomposição salarial. Na prática é congelamento e acúmulo de mais perdas inflacionárias. O valor destinado não garante sequer 1% de reajuste salarial. Além disso, o governo não se comprometeu com uma nova data de reunião e sinalizou apenas apresentar uma agenda para a próxima semana.


O governo havia de forma chantagista e cínica condicionado o reajuste à aprovação do arcabouço fiscal. O arcabouço foi votado no Congresso e o governo projetou esse valor irrisório às carreiras do funcionalismo, o que só comprova que se tratava de uma falácia. Esse valor irrisório já estava previsto desde a metade do mês de agosto e o governo deliberadamente enrolou a mesa de negociação para esgotar o tempo de debate sobre o orçamento de 2024.


Em 2022, mesmo sobre o draconiano teto de gastos de Temer, foi votada uma fatia do orçamento que resultou num reajuste de 9%, ainda muito aquém das perdas inflacionárias. Essa fatia foi determinada ainda sob o governo Bolsonaro. Isso demonstra que a destinação de recursos para recomposição salarial dos servidores não estava de forma nenhuma condicionada à aprovação do arcabouço fiscal, já que até mesmo sob a Emenda Constitucional 95 ainda assim foi possível destinar recursos ao reajuste. É inaceitável que o governo Lula faça uma proposta orçamentária para os servidores tão constrangedora e muito mais rebaixada que o último ano de governo do genocida.


É lamentável o tratamento desrespeitoso com categorias que votaram em sua esmagadora maioria em Lula. Enquanto isso, banqueiros e especuladores que apoiaram Bolsonaro vão sendo agraciados com metade do orçamento para os juros da imoral e nunca auditada dívida pública, da qual são detentores de títulos.


Por fim, fica a lição às direções sindicais, para a FASUBRA, o FONASEFE e demais federações e fóruns. Restringir a campanha salarial às mesas de negociação e a uma expectativa positiva em relação ao governo somente tem levado à desmobilização da categoria. O governo se aproveita do esvaziamento da nossa mobilização e da blindagem que recebem das direções sindicais para nos ridicularizar com esse montante irrisório do orçamento. Muitas vezes a justa e necessária luta contra a extrema direita, além de não ser travada de forma consequente, é utilizada apenas como cortina de fumaça para não travar o necessário confronto com o atual governo pelas nossas pautas. É preciso responder com luta e avançar na possibilidade de uma greve unificada.

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