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4º Congresso da CSP-Conlutas reafirma unidade para a luta e independência de classe


Dos dias 3 a 6 de outubro foi realizado o 4º Congresso da CSP-Conlutas, em Vinhedo, interior do estado de São Paulo. O congresso teve a participação de quase 2.300 pessoas, com 1592 delegados.

Uma mesa composta por representantes de centrais sindicais, organizações e partidos de esquerda abriu os trabalhos na manhã de quinta-feira (3/10). O debate sobre conjuntura nacional e internacional marcou o final da tarde do primeiro dia. Os debatedores Atnágoras Lopes e Antônio Gonçalves (membros da Secretaria Executiva Nacional da Centra) destacaram a importância do Congresso da CSP-Conlutas para preparar um plano de lutas que busque unidade para derrotar os ataques aos direitos da classe trabalhadora. Contribuições Globais foram apresentadas por entidades e movimentos que compõem a Central. As defesas abordaram a análise da conjuntura internacional e nacional, o balanço do último período da Central, propostas de plano de ação, entre outros temas.

A delegação internacional abriu as atividades do segundo dia (4/10). Houve falas de representações de Argentina, Chile, Colômbia, Peru, Uruguai, México, Espanha, França, Itália, Palestina, Síria, Namíbia, Costa do Marfim, Sudão e Hong Kong. Na fala de Shahen Shahen, do Sindicato dos Eletricistas Palestinos, a luta contra ocupação israelense foi recebida com grande entusiasmo pelo plenário. Teve destaque também a presença de Nathan Leung Lai Pong, demitido pelo banco HSBC por participar da greve geral contra o governo de Hong Kong e por estar ativo na campanha pela construção de um sindicato dos bancários.

Resoluções nacionais e internacionais

Delegadas e delegados votaram resoluções políticas sobre as situações internacional e nacional. As resoluções internacionais aprovadas apresentam uma avaliação que o caráter histórico da crise mundial exige uma saída pela defesa da independência política frente aos governos capitalistas. Nesse sentido, o Congresso aprovou que é preciso seguir na mais ampla unidade contra o imperialismo, o governo Trump e demais governos capitalistas, inclusive os de conciliação de classes, que aplicam os planos de ajuste, a criminalização dos movimentos sociais, a destruição do meio ambiente e todos os ataques à classe trabalhadora e aos oprimidos. A defesa do não pagamento das dívidas públicas e apoio às lutas dos povos, como palestinos, kurdos, dos estudantes em Hong Kong, entre outros, também compõem a política aprovada.

Sobre a situação na Venezuela, que expressou basicamente duas posições distintas, a ampla maioria do plenário reafirmou a posição da CSP-Conlutas que levanta o Fora Maduro e o fim de sua ditadura, contudo repudiando qualquer tentativa de golpe do imperialismo e a saída burguesa e pró-imperialista representada por Juan Guaidó. A luta que ocorre em Hong Kong por liberdades democráticas e contra a ditadura chinesa foi tema de resolução votada em plenário. Foi aprovada a solidariedade à luta dos trabalhadores chineses, por direitos democráticos, bem como a campanha em favor de demitidos e perseguidos políticos. Outro posicionamento aprovado foi o apoio à Frente de Esquerda dos Trabalhadores (FIT) na Argentina como alternativa ao governo liberal de Macri e ao kirchinerismo.

​No tema da conjuntura nacional, houve consenso que o governo Bolsonaro é submisso ao imperialismo estadunidense, que visa permitir a recolonização e entrega das riquezas do país, bem como destruir os direitos trabalhistas e a organização da classe trabalhadora, além de impor um projeto conservador e reacionário. Contudo, apesar de compreender a gravidade dos ataques, a maioria do plenário considerou que o governo não é indestrutível, enfrenta contradições e fragilidades, e que a classe trabalhadora tem disposição de luta. A resolução aprovada diz que “a unidade para derrotar a extrema direita deve ser forjada com independência de classe. Precisamos derrotar Bolsonaro nas ruas, apostando na ação direta e construção de um calendário de lutas que mobilize nossa classe com o objetivo de construir uma nova greve geral”.

Sobre o tema da Lava-Jato e da prisão de Lula, os delegados aprovaram denunciar a Operação Lava Jato por atuar de forma seletiva e parcial, incluindo o ex-juiz e atual ministro Sérgio Moro. A resolução afirma que Lula deve ter direito a um julgamento regular, mas que as revelações de The Intercept não comprovam a inocência de Lula ou do PT e, portanto, não é tarefa da Central defender Lula Livre ou Lula Preso. A tarefa é exigir que todos os denunciados por corrupção sejam investigados, tenham um julgamento regular e seguir defendendo a prisão e confisco dos bens de todos os corruptos e corruptores. A defesa do jornalista Glenn Greenwald, da liberdade de imprensa, contra toda forma de censura, perseguição e criminalização foi parte das resoluções aprovadas.

Grupos setoriais

A plenária final no domingo (6/10) aprovou resoluções sobre Estatuto e Estrutura Sindical. As propostas dos grupos setoriais de Negras e Negros, Correios, LGBT, Movimento Popular Urbano, Imigrantes, Comerciários, do Campo, Educação, Funcionalismo, Operário, Saúde do Trabalhador, Transporte, Petroleiros e Mulheres foram apresentadas ao plenário a seguir. Foi encaminhado que todos os relatórios e propostas discutidos nos setoriais serão debatidos na primeira reunião da Coordenação Nacional da CSP-Conlutas. A delegação do SINTUFF teve participação destacada no plenário, Grupos de Trabalho e reuniões setoriais, com dirigentes da entidade apresentando relatórios referentes aos grupos setoriais de aposentados e dos servidores públicos.

Fotos: Jesiel Araujo

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