• SINTUFF

Após estelionato eleitoral e quebra de acordo, reitoria mente na negociação e ataca greve na justiça


Recebemos com repulsa a informação de que a Reitoria, através dos procuradores da universidade, ingressou com ação buscando que o judiciário declare abusividade da greve e corte de ponto, estipulando multa diária de 50 mil reais contra o sindicato, além de indenização. A grotesca atitude da reitoria precede a última reunião de negociação, sendo que na peça judicial o reitor acusa o SINTUFF de não querer negociar, quando o mesmo quebrou acordo de greve, cometeu estelionato eleitoral e não apresentou nenhuma contraproposta concreta para além de uma mísera vaga numa comissão, cuja adesão faria o sindicato colocar suas digitais nos desmandos da reitoria. Não há decisão judicial contra o sindicato e a greve segue firme Não existe, contudo, nenhuma decisão judicial contra o SINTUFF e a greve segue até o presente momento. O sindicato também não recebeu nenhuma notificação. A greve continua e os trabalhadores vão cada dia mais tomando a consciência que esta reitoria não tem nenhuma disposição ao diálogo e se demonstra cada vez mais empenhada em atacar direitos dos servidores. Apenas a firmeza da nossa greve e da nossa mobilização é capaz de impor uma derrota ao reitor e preservar nossas conquistas e direitos.

Reitor falta com palavra e reproduz autoritarismo do novo governo Ao atacar a greve judicialmente, o reitor mostra sua falta de palavra completa. Em mesa de negociação, Antonio Claudio havia se comprometido a não cortar ponto dos servidores, todavia, um dos pedidos contidos na ação é no sentido se que a UFF seja autorizada a descontar os dias de trabalho parados. Com esse posicionamento, o reitor mostra que sua prática de gestão será incompatível com a democracia e a defesa da autonomia da universidade, cumprindo ordens dos órgãos de controle (apenas quando forem convenientes aos interesses comuns da reitoria e do governo). Essa política de judicialização e criminalização da greve reproduz a orientação do novo governo, que já anunciou sua intenção de destruir os sindicatos e os movimentos sociais. Tal postura da gestão da UFF explica porque o reitor articulou sua posse em Brasília à distância das iniciativas comuns em defesa da democracia e da autonomia universitária, articuladas por ANDIFES (reitores), ANDES-SN (docentes), FASUBRA (técnico-administrativos) e UNE (estudantes), que localmente se expressam pelas atividades comuns promovidas por ADUFF, SINTUFF e DCE, para as quais o reitor foi convidado e não compareceu e nem enviou representante.

Adesão à greve cresce e reitor revida com perseguição Diante da força da greve, que ampliou sua adesão, o reitor opta pelo caminho do autoritarismo e da radicalização contra os servidores. A greve não é abusiva. Todos os requisitos previstos em lei para a deflagração e continuidade do movimento grevista foram e seguem sendo cumpridos pelo sindicato, principalmente no que tange a abertura e permanência de uma mesa de negociação. Todos os comunicados e ofícios da reitoria foram respondidos pelo SINTUFF. Abusivo é quebrar acordo, em dissonância com o que prevê as convenções internacionais do trabalho. Abusivo é se eleger prometendo 30 horas "radicalmente" para cometer estelionato eleitoral logo que empossado. Abusivo é não ter contraproposta concreta e impor uma comissão que não adota nenhum critério objetivo para decidir quem trabalha 30 horas e quem trabalha 40. A reitoria se resume a dizer que a jornada de 30 horas não pode ser para todos na UFF, mas não especifica em momento algum onde isso está escrito na legislação, repetindo opiniões dos órgãos de controle que já foram derrubadas judicialmente pelo Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul), com acato do próprio Tribunal de Contas da União (TCU). O reitor além de intransigente e submisso a interesses alheios aos da universidade e de seus trabalhadores, comprova mais uma vez que não tem palavra e nem disposição para defender a democracia e fazer uso da prerrogativa da autonomia universitária.

No HUAP, assédio moral e terror contra os servidores O reitor que ataca a greve e as 30 horas, alegando suposta ilegalidade, é o mesmo que se recusa a romper o contrato com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) no Hospital Universitário Antonio Pedro (HUAP), a despeito de todos os evidentes descumprimentos de cláusulas contratuais por parte da empresa, fato relatado pela própria reitoria em matéria judicial. Ao contrário, a reitoria se utiliza de uma gestão de direito privado imoral e irregular para promover assédio moral contra os trabalhadores e impor o ponto eletrônico no HUAP sem a definição de qual seria a carga horária, com permanente ameaça de corte de ponto e desconsiderando a rotina de trabalho em vigor. O HUAP é a primeira unidade na qual será implantada o ponto eletrônico na UFF. De imediato, o reitor não garante 30 horas aos trabalhadores do hospital, gerando uma situação de completa insegurança e terror aos servidores do HUAP, apesar do próprio procurador da UFF incluir a área de saúde como compatível às 30 horas. Em relação ao hospital, o reitor consegue ser mais ofensivo que a própria procuradoria, demonstrando que ser contra as 30 horas é uma posição política sua e não jurídica como alega. A reitoria deve cessar essa prática de deslealdade nas negociações e garantir o protagonismo da reitoria da universidade nas decisões políticas, sem subserviência aos órgãos de controle jurídico e administrativos da União. Quem não negocia e não tem disposição de diálogo é o reitor. Dessa forma, o único caminho para os trabalhadores é a continuidade da greve e ampliar a mobilização em defesa das 30 horas e pela revogação da EBSERH. Participe da Assembleia!

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by Marcello Bertolo

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