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Debate reforça solidariedade à luta do povo venezuelano contra Maduro


Fotos: Jesiel Araujo

O debate "Solidariedade à Rebelião Popular na Venezuela" (15/8) reuniu cerca de 80 pessoas na UFF e expressou uma visão de esquerda crítica ao governo autoritário e repressor de Nicolás Maduro, na Venezuela. Compuseram a mesa Simón Rodrígues, do Partido Socialismo y Liberdad (PSL) venezuelano, Bruno Bimbi (Excutiva Estadual do PSOL-RJ), Pedro Fuentes (MES-PSOL) e Cyro Garcia (PSTU)Simón deu inúmeros exemplos da profunda crise social e econômica do país, falou sobre a escassez de alimentos, denunciou a repressão e assassinatos promovidos pelo governo e dissertou sobre as características da luta popular contra o governo na Venezuela e o surgimento de novos movimentos políticos e sociais a partir desses processos. "Muitos dos bairros de onde saem hoje as mobilizações populares contra Maduro são localidades nas quais o chavismo ganhava as eleições", afirmou. Simón fez uma denúncia aguerrida os métodos fraudulentos, monolíticos e antidemocráticos utilizados na formação da Assembleia Constituinte, por parte do governo venezuelano. Bimbi fez alusão a posições históricas e consensuais dentro da esquerda acerca da defesa dos direitos humanos e da denúncia de governos repressivos e abusivos comparando-as à situação da Venezuela, onde a partir destes exemplos apontou incoerência dos setores de esquerda que defendem Maduro. Bimbi caracterizou o governo Maduro como uma ditadura e listou diversas denúncias de instituições internacionais de direitos humanos contra este governo. Pedro Fuentes ressaltou a necessidade de políticas de unidade dos setores de esquerda que se opõem a Maduro. Cyro Garcia citou que durante os anos de governos chavistas se conformou um novo setor da burguesia, conhecida como boli-burguesia (burguesia bolivariana), que tenta se manter no poder a todo custo para garantir seus privilégios às custas do sofrimento da população, caracterizando o governo Maduro como um governo burguês bonapartista.Os debatedores ressaltaram a necessidade de construir, a partir da rebelião do povo nas ruas, uma alternativa distinta da oposição de direita pró-imperialista, a Mesa de Unidade Democrática (MUD). Segundo os debatedores, a direita tenta capitalizar o desgaste de Maduro para seu projeto de unidade pró-imperialista. As falas ressaltaram que diante da crise social violenta e da indignação popular generalizada é impossível sustentar uma posição programaticamente de esquerda apoiando o massacre contra as mobilizações e defendendo a permanência de Maduro no governo. Os setores presentes planejam construir atos nos consulados venezuelanos.

Simón Rodrígues (PSL venezuelano)
Bruno Bimbi (Executiva Estadual do PSOL-RJ)
Pedro Fuentes (MES-PSOL)
Cyro Garcia (PSTU)

#Venezuela #Maduro #Rebelião

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