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Óbitos no HUAP têm digitais do governo, da reitoria e da EBSERH


A pandemia avança no Brasil de forma assustadora. Os números de mortes diárias já estão na casa de centenas. A curva epidêmica no país está muito mais acentuada que nos países vizinhos. A postura negacionista e criminosa de Bolsonaro e seus apoiadores, que estimulam aglomerações, sabotam o isolamento social e ignoram as recomendações dos especialistas, tem feito aumentar o número de mortes, gerado colapso na saúde pública e desincentivado as pessoas a permanecerem em casa. Da mesma forma, governos estaduais e prefeituras têm afrouxado as medidas de distanciamento, cedendo às pressões de bolsonaristas e empresários. O agravamento da pandemia produz situações dramáticas, especialmente para os servidores da saúde, que sofrem com os riscos da profissão agravados e são obrigados escolher entre quem vai ou não ser atendido.

Reitoria e EBSERH colaboram com Bolsonaro

A consequência dessa política se percebe no Hospital Universitário Antonio Pedro (HUAP), com a colaboração da reitoria e da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), gestora do hospital. Enquanto Bolsonaro zombava das mortes e a reitoria fazia propaganda de suas supostas ações de combate ao Covid-19, duas companheiras do HUAP vieram a óbito em decorrência da doença, ambas no dia do trabalhador: Maria Ignez Marques Procópio e Luciana Roberto de Souza.

Desde que a epidemia começou a se propagar no Brasil, o SINTUFF tem se manifestado, nos âmbitos político, jurídico e administrativo, em defesa do mais amplo isolamento social, pela garantia de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) adequados para todos os servidores do HUAP, pela liberação imediata de todos os servidores dos grupos de risco no hospital e por novas contratações de profissionais de saúde. Da mesma forma, o sindicato tem exigido testagem em massa dos profissionais do HUAP, de forma a prevenir focos epidêmicos dentro da unidade.

O que se viu por parte da reitoria e da EBSERH foi o inverso. As gestões da UFF e do HUAP operaram em parceria para forçar o maior número de servidores dos grupos de risco a permanecerem trabalhando, com o superintendente da EBSERH circulando sem proteção pelos corredores do hospital, de forma a ridicularizar o justo temor da doença.

Assédio moral como prática de gestão

Reitoria e EBSERH praticam assédio moral quando chantageiam os trabalhadores com perda de benefícios em caso de liberação para trabalho remoto, o que leva muitos servidores em situação de risco a permanecerem trabalhando para evitar prejuízo financeiro na renda mensal. A reitoria vem trabalhando de forma insistente para mapear o trabalho remoto de forma a facilitar o governo na efetivação de corte de benefícios.

Os óbitos e adoecimentos no HUAP pelo novo coronavírus têm digitais da reitoria e da EBSERH, que sistematicamente subnotificam casos de Covid-19 no HUAP, ao não promoverem testagem em massa dos trabalhadores. Da mesma foram, reitoria e EBSERH não fornecem EPIs suficientes e adequados para proteção de todos no HUAP, expondo os trabalhadores à contaminação.

A companheira Maria Ignez tinha 72 anos. Evidentemente que pela idade a companheira era de grupo de risco e isso também foi desconsiderado pela gestão do HUAP. Reitoria e EBSERH ignoraram a decisão judicial que orientava, aos servidores dos grupos mais vulneráveis à doença, liberação para trabalho remoto ou deslocamento para setores com menor risco. A própria nota de pesar da reitoria afirma que a companheira estava na linha de frente do combate à epidemia, o que é absolutamente desaconselhável.

Aos servidores que foram deslocados ao trabalho remoto, a reitoria formula constantemente formas de assediar a categoria mesmo à distância, formulando regras estúpidas, burocráticas e desnecessárias. Junto com as peças de propaganda que não retratam a realidade, essa tem sido uma prioridade da gestão da universidade. A reitoria gasta seus dias formulando novas formas de constranger os servidores que estão em casa em decorrência da pandemia, potencializando os prejuízos físicos e psicológicos já decorrentes do confinamento.

Basta de mortes e adoecimentos no HUAP!

Exigimos a liberação dos trabalhadores dos grupos de risco sem perdas de benefícios, contratação de novos profissionais para o HUAP, grau máximo de adicional de insalubridade para todos que trabalham no hospital, EPIs e testagem em massa para todos, fim do mapeamento de trabalho remoto para cortes de benefícios e o fim do assédio moral institucionalizado pelas normas de trabalho remoto emitidas pela reitoria. Exigimos ainda que as chefias formalizem respostas dos pedidos de liberação e EPIs pelos servidores, assim como reitoria e EBSERH respondam por escrito os requerimentos administrativos do SINTUFF, prezando pela transparência na gestão da UFF e do HUAP.

Na próxima sexta-feira, 8/5, às 16 horas, a Coordenação do SINTUFF e o Departamento Jurídico realizarão uma live (fb.com/sintuff) para falar sobre os óbitos e adoecimentos no HUAP, congelamento de salários dos servidores, adicional de insalubridade e demais benefícios, regulamentação do trabalho remoto pela reitoria, entre outros temas. Participe e leve suas dúvidas e questionamentos.


IGNEZ PRESENTE!

LUCIANA PRESENTE!

Endereço:
Rua Coronel Tamarino, nº 37 - Gragoatá

Niterói - RJ

CEP: 24210-380

secretaria@sintuff.org.br

Telefones: (21) 2717-9292 / 3604-1800

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by Marcello Bertolo

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